Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Mercados avaliam momento e procuram rumo

Depois de uma semana muito agitada pelas fortes intervenções do Banco Central (BC), as cotações aparentemente atingiram um ponto de equilíbrio. Na falta de fatos novos, os investidores avaliam o momento e traçam estratégias. Ontem as oscilações foram pequenas, assim como o volume de negócios. Não surgindo fatos novos, não há muito espaço para piora na avaliação do cenário no curto prazo. O BC tem demonstrado pulso firme em conter as altas do dólar. Os investidores fazem as contas para saber quanto a autoridade monetária ainda poderá resistir às especulações no câmbio, mas ainda deve sobrar alguma munição, apesar dos grandes volumes oferecidos na quarta-feira. Acabando os dólares extras captados pelo governo é que se poderá saber se a espiral do câmbio foi contida. As apostas dos investidores agora têm essa variável como elemento central.De qualquer forma, os analistas ouvidos pela Agência Estado não acreditam que as cotações possam cair muito mais, pois, embora a demanda tenha sido suprida nos últimos dias, não há razões para acreditar numa melhora da conjuntura. Pelo contrário, ontem foi divulgada a ata da última reunião mensal do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada na quarta-feira passada, quando a estratégia de controle do câmbio foi decidida. O documento consolidou a opinião de que as taxas de juros do mercados permanecerão elevadas, justificando a alta nos juros de mercado nos últimos dias. A razão para a avaliação pessimista é que os fatores de deterioração estrutural do cenário também não terão solução nos próximos meses. A crise energética ainda está em fase inicial, e sua evolução é uma incógnita. A boa notícia do ponto de vista da economia é que o racionamento de energia e suas medidas punitivas foram aprovadas ontem pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Mas, mesmo que tudo corra conforme planejado, as conseqüências negativas para a economia são certas.A situação argentina continua grave, e as taxas de juros no mercado local voltaram a subir muito, a um nível incompatível com a necessidade de retomada do crescimento da economia e com as metas acertadas com o Fundo Monetário Internacional (FMI). As preocupações estão aumentando novamente e ontem voltou-se a mencionar o medo de uma moratória no mercado. Além disso, as economias dos países mais desenvolvidos continuam em desaceleração, puxadas pela redução no ritmo de crescimento econômico dos Estados Unidos. Uma retomada norte-americana deve ser gradual - se vier - e pode demorar ainda alguns meses.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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