Mercados: BC controla otimismo

Hoje os mercados iniciaram o dia operando com fortes oscilações e pequeno volume de negócios. Os investidores ainda reagem à compra do Banespa pelo Santander, que injeta otimismo quanto ao Brasil, além de uma quantia de recursos inesperada nos cofres do governo e uma enxurrada de dólares. Frente às oscilações do mercado, porém, o Banco Central interveio no mercado de câmbio, para segurar as cotações, que chegaram a R$ 1,8960. O Santander agradece, pois quanto mais as cotações do dólar caírem, mais caro fica o Banespa, pois a conversão dos recursos ainda não foi feita e o preço está fixo em reais, mais precisamente, R$ 7,05 bilhões.Com isso, o dólar fechou em R$ 1,9200, com alta de 0,10%. Com otimismo mais moderado, os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 17,530% ao ano, frente a 17,550% ao ano ontem. E a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 1,96%, ajudada pelas altas nas bolsas de NovaYork.A Argentina também iniciou a semana com boas notícias. Não que os problemas tenham sido solucionados, mas ao menos o governo central conseguiu fechar o acordo com todos os governadores das províncias, com exceção de apenas um. Com isso, ficam congelados os gastos do governo por cinco anos. Ainda falta definir as regras do fim da previdência social e votar o orçamento do ano que vem para cumprir as exigências do Fundo Monetário Internacional (FMI), mas o ambiente já é de maior otimismo. Hoje, no leilão de US$ 550 milhões em títulos públicos, o governo conseguiu reduzir os juros em cerca de dois pontos porcentuais. O FMI, por sua vez, já anunciou que enviará uma missão para iniciar negociações com o governo argentino e espera-se que um pacote multilateral em torno de US$ 20 bilhões esteja disponível até o final do ano.Hoje começou a reunião mensal do Comitê de Política Monetária (Copom) para definir a política de juros do governo. Depois do leilão de privatização do Banespa, as expectativas dos analistas ficaram muito divididas. Alguns sustentam que a Selic, a taxa básica referencial da economia, deva continuar em 16,5% ao ano. Mas alguns já acreditam que possa haver uma pequena redução, de até meio ponto porcentual. O resultado será divulgado amanhã.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.