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Mercados: BC gastou US$ 1bi para segurar dólar

Ontem os investidores pressionaram fortemente as cotações do dólar e o Banco Central (BC) teve de intervir três vezes para conter a alta. Estima-se que entre os dois leilões de títulos cambiais e a venda de moeda no mercado, a autoridade monetária tenha gastado cerca de US$ 1 bilhão, conforme apuração da editora Silvana Rocha. Para se ter uma idéia do que isso representa, basta verificar que as reservas internacionais do País somam cerca de US$ 35 bilhões e a captação extra de recursos do governo para conter a alta do dólar é de US$ 10,7 bilhões.A agressividade do mercado e o efeito limitado dessa injeção maciça de divisas preocupou os demais mercados. Os juros futuros voltaram a subir com força, e cresce a suspeita de que a Selic - taxa básica referencial de juros da economia - não volte a cair tão cedo. O governo prometia níveis mais aceitáveis assim que o dólar se estabilizasse em patamares mais baixos. Cresce também a preocupação de que o dólar volte a subir assim que o governo ficar sem munição para rebater a demanda dos investidores. Cenário é preocupante no longo prazoA decisão do Fed - banco central norte-americano - de baixar o juro básico dos EUA em 0,25 ponto porcentual, para 3,75% ao ano, embora esperada, contribuiu para o pessimismo. A queda foi pequena, e só terá efeito na economia real no longo prazo. Calcula-se que o juro básico nos Estados Unidos não fique abaixo de 3,5% ao ano, o que significa que a política agressiva de barateamento do crédito para estimular a economia está chegando no limite, ainda sem apresentar resultados. E, pior, a desaceleração econômica norte-americana já afeta a economia mundial, que cresce a taxas menores.Além desse fator de pessimismo, para os mercados nacionais ainda existe a preocupação com a gravidade da situação da Argentina, que não caminha para uma solução de seus problemas, e a crise energética. Todos esses fatores de longo prazo mantêm os investidores preocupados, dando fôlego às aplicações em dólar. Como agravante, surge cada vez com mais força a questão da sucessão presidencial em 2002. Eleição de 2002 é outro agravanteSegundo pesquisa da CNI/Ibope divulgada ontem, 65% dos entrevistados rejeitou a possibilidade de votar em um candidato que representasse a continuidade do atual governo. Os mercados temem que uma vitória da oposição traga políticas irresponsáveis e o fim da estabilidade econômica. Ou seja, a tarefa de conter a disparada do dólar é ingrata, e pode não ser realizada, mesmo que o custo das captações externas já tenha sido contabilizado.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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