Mercados: boas notícias estimulam recuperação

As boas notícias hoje nos Estados Unidos, Argentina e mesmo no Brasil melhoraram os humores dos investidores, e a tendência de recuperação das cotações prosseguiu. Mesmo assim, a cautela ainda é grande e falta muito para compensar o pessimismo da semana passada.Internamente, o ministro da Fazenda, Pedro Malan, reafirmou as metas do governo e a expectativa de crescimento de pelo menos 4,2% em 2001. Paralelamente, foram divulgados os números relativos às contas do governo, acusando saldo positivo em fevereiro de US$ 3,248 bilhões, superior ao esperado (US$ 2,6 bilhões). Além disso, pesquisa da Sensus mostrou que a popularidade do presidente Fernando Henrique Cardoso cresceu, assim como caiu sua rejeição.Além disso, o leilão de títulos públicos do governo argentino surpreendeu os analistas. As taxas de juros fecharam em 10,96%, quando esperava-se algo em torno de 13%. Aparentemente a notícia de que o Senado restringirá os poderes especiais concedidos pela Câmara ao novo ministro da Fazenda, Domingo Cavallo, não afetaram a percepção menos pessimista do mercado.E nos Estados Unidos, onde as cotações das ações vêm caindo por causa da desaceleração econômica, que afeta os resultados das empresas, o dia também trouxe boas novidades. O Índice de Confiança do Consumidor (CCI) veio acima do esperado, indicando alta. Com isso, as bolsas reagiram. Uma coleção de indicadores positivos agora poderia confirmar uma tendência de retomada econômica, que é tudo o que os investidores desejam.Números dos mercadosRefletindo a percepção menos pessimista do cenário, os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 18,770% ao ano, frente a 19,430% ao ano ontem. O dólar fechou em R$ 2,1240, com queda de 0,52%. E a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 0,84%.Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 2,68%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em alta de 2,80%.

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