Mercados: Bolsa em alta e juros em queda

O cenário externo é o principal foco de atenção para os investidores nas análises de médio e longo prazo. Porém, no curto prazo, os índices de inflação ganham relevância maior. As atenções estão voltadas para os próximos números que serão anunciados amanhã - Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março e a primeira prévia do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da USP. A preocupação com a alta dos índices de inflação motivou o Banco Central a elevar a taxa básica de juros (Selic), de 15,25% para 15,75% ao ano, em 21 de março. Juros em alta, além de inibirem o consumo - um dos focos para a alta da inflação -, tendem a fazer com que os investidores migrem de ativos indexados à moeda norte-americana para aplicações atreladas às taxas de juros. Dessa forma, com uma demanda mais reduzida por dólares, já que os investidores passam a buscar rentabilidade mais atraente em aplicações atreladas aos juros, a pressão de alta sobre as cotações da moeda norte-americana diminui. O resultado disso é que não há um encarecimento dos produtos e matérias-primas importados, o que poderia pressionar os índices inflacionários. Abertura dos negócios e cenário externoNa abertura dos negócios, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em alta de 1,47%. O dólar comercial está cotado a R$ 2,1440 na ponta de venda dos negócios - queda de 0,69% em relação às últimas operações de ontem. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 18,850% ao ano, frente a 19,050% ao ano ontem. A alta no mercado futuro das bolsas de Nova York é um fator positivo para a abertura dos negócios no Brasil. No início da manhã, o índice futuro da Nasdaq - bolsa dos Estados Unidos que negocia papéis do setor de tecnologia e Internet - estava em alta de 2%. A expectativa dos investidores em relação ao mercado acionário hoje é a divulgação dos balanços da Motorola e da E*Trade, que, caso sejam positivos, podem favorecer a uma continuidade de alta na Nasdaq. Outro foco de atenções no mercado internacional é o leilão de títulos da dívida argentina (Letes). Os analistas temem uma alta das taxas de juros nas negociações com esses papéis, o que eleva o total da dívida argentina e pode criar uma apreensão maior em relação à capacidade do país em quitar suas dívidas.

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