Mercados: Bolsa fecha em alta e dólar recua

O clima nos mercados foi beneficiado pelas últimas declarações à imprensa do ministro da Fazenda, Pedro Malan, e do diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn. Nos dois casos, a sinalização é de um possível recuo da Selic, a taxa básica de juros da economia, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que será realizada na próxima semana.O ministro citou o recuo dos índices de inflação, o que abriria espaço para taxas de juros mais baixas, dado que a política monetária é definida pelo cumprimento da meta de inflação. Já o diretor do BC demonstrou preocupação com o enfraquecimento da atividade econômica, provocado, em parte, pelas elevadas taxas de juros.Os sinais das autoridades monetárias, de fato, melhoraram o humor dos investidores, mas analistas consultados pela Agência Estado não apostam em redução da Selic. Para o diretor do BNL Asset Management, Cláudio Lellis, o cenário atual para a inflação não é muito diferente hoje do que estava em abril, quando o Comitê decidiu pela manutenção da taxa em 18,5% ao ano. "Há algum alívio, mas apenas pela sazonalidade", afirma. O diretor acredita que as incertezas em relação ao quadro sucessório também pesarão nesta decisão. O estrategista-chefe da HSBC Investment Bank, Dawber Gontijo., concorda com a expectativa de manutenção da Selic. Segundo ele, as perspectivas para a inflação em 2002 apontam para o teto da meta. Neste ano, a meta é de 3,5%, com margem de tolerância de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo. Ou seja, o teto da meta é 5,5% neste ano. "As incertezas deixam os investidores inseguros, o que provoca um aumento da demanda por dólares, pressionando para cima as cotações. Este comportamento da moeda norte-americana tende a influenciar a inflação", afirma.O fato é que, durante o dia, os investidores aproveitaram o pretexto da possibilidade de redução da Selic para operar de forma positiva e recuperar parte das perdas acumuladas nos últimos dias. O dólar comercial encerrou os negócios cotado a R$2,4670 na ponta de venda dos negócios - patamar mínimo registrado durante o dia. A queda em relação aos últimos negócios de ontem é de 1,56%. Com o resultado de hoje, o dólar ainda acumula uma alta de 4,45% neste mês. No mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) encerraram o dia com taxa de 18,710% ao ano, frente a 18,740% ao ano negociados ontem. Já os contratos com vencimento em abril de 2003 - vencimento dentro do novo governo - 19,570% ao ano, frente a 19,960% ao ano negociados ontem.A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera com alta de 2,52%. O volume de negócios ficou um pouco acima de R$ 551 milhões. Entre as ações que compõem o Ibovespa - índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bovespa- foram as preferenciais (PN, sem direito a voto) da Telemig Participações (6,57%) e as ordinárias (ON, com direito a voto) da Eletrobrás (5,67%). Mercados internacionaisO Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou com alta de 0,44%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - encerrou o dia com alta de 0,28%. Na Argentina, o índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires encerrou o dia em queda de 0,27%. O dólar fechou em leve baixa, passando de 3,23 pesos por dólar para 3,20 (venda) nas instituições que operam sob as normas do Banco Central, segundo apurou a correspondente Marina Guimarães. Para a compra, a moeda foi negociada em 3,10 pesos. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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