coluna

Louise Barsi explica como viver de dividendos seguindo o Jeito Barsi de investir

Mercados: Bolsa fecha em queda e dólar recua

Os mercados estão em clima de expectativa e cautela. O alvo das atenções está voltado para o cenário político e a principal preocupação é com os rumos da crise entre o PSDB e o PFL. O fato é que depois da invasão da Polícia Federal à empresa Lunus, de propriedade da pré-candidata à Presidência do PFL e governadora do Maranhão Roseana Sarney, o presidenciável pelo PSDB José Serra conseguiu uma melhora expressiva nas pesquisas de intenções de voto. As suspeitas, principalmente dentro do PFL, são de que a ação da Polícia Federal tenha sido um ato planejado para melhor a situação de Serra na corrida presidencial. "Os mercados estão atentos aos movimentos do PFL que possam prejudicar a campanha de Serra, tornando a situação desconfortável para os investidores. Isso porque estariam fora da corrida presidencial os dois candidatos cuja plataforma de governo privilegia a continuidade do atual modelo econômico. Este é o principal motivo do clima de cautela nos mercados", afirma o diretor do West LB Banco Europeu, André Reis.Esta visão é compartilhada pelo presidente para América Latina do J.P. Morgan, Brian O´Neill, e o presidente do banco no Brasil, Patrick Morin. Em entrevista ao repórter André Palhano, os executivos afirmaram que é de importância relevante que os candidatos à Presidência confirmem compromissos de manutenção de algumas das políticas econômicas desta gestão de governo brasileiro, especialmente as relacionadas à responsabilidade fiscal, ao controle de preços e o câmbio flutuante.Eles destacaram que, além disso, é necessário que o próximo governo também trabalhe pela continuidade de reformas como a tributária e a previdenciária, que ainda não foram feitas. Ou seja, fica evidente que, entre os investidores, o risco neste momento é que a crise entre os partidos da base governista conturbem o processo eleitoral a ponto de provocar uma ruptura no atual modelo.Fechamento dos mercadosO dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 2,3450 na ponta de venda dos negócios, com queda de 0,17% em relação aos últimos negócios de ontem. No mercado de juros, as taxas apresentaram uma ligeira alta. Os contratos de DI futuro com vencimento em outubro, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pagavam juros de 17,990% ao ano, frente a 17,970% ao ano registrados ontem. Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou o dia em queda de 0,89%. O volume negociado ficou um pouco acima de R$ 642 milhões. Entre as ações do Ibovespa - índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bovespa -, as maiores baixas foram as preferenciais (PN, sem direito a voto) da Tele Nordeste Celular participações (4,89%), Tele Norte Leste PNA (4,03%), Aracruz Celulose PNB (3,60%). O Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 0,15%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - registrou queda de 0,42%.O índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires fechou o dia em queda de 3,17%. Segundo apurou a correspondente Marina Guimarães, o Banco Central argentino interveio no mercado de câmbio, vendendo dólares a 2,32 pesos. Apesar disso, a moeda norte-americana fechou em 2,47 pesos para a venda e 2,37 para a compra, e em algumas casas de câmbio a moeda fechou em 2,50 pesos, repetindo os mesmos níveis de terça-feira passada.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

14 de março de 2002 | 18h27

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.