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Mercados: Bolsa fecha em queda e dólar sobe

O encaminhamento da eleição presidencial continuou dominando os negócios no mercado financeiro. No início do dia havia uma expectativa por parte dos investidores de que, após a reunião entre o presidente Fernando Henrique Cardoso e líderes do PFL e PSDB realizada ontem à noite, a base governista voltasse a se unir em torno do nome do pré-candidato do PSDB José Serra. Mas a expectativa não se confirmou. Em nota oficial, o presidente do PFL, senador licenciado Jorge Bornhausen, defendeu a renúncia de Serra à pré-candidatura. Um pouco depois, o presidente do PSDB, deputado José Aníbal, contestou a nota do PFL e reafirmou a candidatura Serra à presidência da República. O fato é que o processo eleitoral por si só já é motivo para oscilações nos mercados. Com o surgimento de dúvidas em relação ao nome do candidato governista, a instabilidade é ainda maior. Vale lembrar que as convenções partidárias têm início no dia 10 de junho e os partidos têm até o dia 30 de junho para definir as chapas que concorrerão à presidência da República.Investidores reagem de forma negativaDiante destas incertezas, os investidores reagiram de forma negativa. No exterior, os principais títulos da dívida brasileira (C-Bonds) foram negociados a 76,688 centavos por dólar. Ontem, o valor destes papéis era de 76,875 centavos por dólar. Isso significa uma queda de 0,24%. A taxa de risco-país voltou a subir e chegou a 912 pontos base, frente a 909 ontem.No mercado interno, o dólar subiu forte e fechou na cotação máxima do dia, em R$ 2,4350 na ponta de venda dos negócios - uma alta de 0,58% em relação ao fechamento de ontem.Com o resultado de hoje, a alta da moeda norte-americana acumula uma valorização de 3,09% em maio, com apenas quatro dias de negócios. No ano, a alta é de 5,14%.No mercado de juros, as taxas fecharam em alta. Os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003 negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) pagavam juros de 19,090% ao ano, frente a 19,080% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 0,71%. O volume de negócios ficou um pouco acima de R$ 496 milhões. Com o resultado de hoje, a Bolsa acumula uma baixa de 5,68% em maio. A maior queda entre os papéis que compõem o Ibovespa - índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bovespa - foi registrada pelas ações ordinárias (ON, com direito a voto) do Banco do Brasil. Segundo informou a editora Graziela Valentti, o Banco do Brasil anunciou que trocará ações para que seu capital seja composto apenas por papéis ON. A medida faz parte de uma série de ajustes aprovadas ontem pelo conselho de administração para adaptação da instituição ao Novo Mercado da Bovespa. A relação de troca ficou estabelecida em 1,1 ação ordinária para cada preferencial (PN, sem direito a voto). Com isso, o comportamento dos papéis da instituição hoje foi impulsionado para um ajuste a essa relação. No final do dia, as ações ON do banco eram cotadas a R$ 11,68 - queda de 7,23% em relação ao fechamento de ontem - e as PN em R$ 12,42 - alta de 0,16% r, relação ao fechamento de ontem. Mercados internacionaisEm Nova York, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou com alta de 0,29%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - encerrou o dia em baixa de 0,30%. Na Argentina, o índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires fechou o dia com baixa de 1,86%.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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