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Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Mercados: Bolsa fecha em queda e dólar sobe

Os mercados começam a semana em compasso de espera, atentos à reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e aos próximos resultados de pesquisas eleitorais. No cenário internacional, os mercados norte-americanos voltaram a operar de forma negativa, influenciados por declarações de representantes do governo sobre novos ataques terroristas ao país. Na Argentina, o dia foi marcado por manifestações sociais contra o governo do presidente Eduardo Duhalde.Incertezas sobre CopomA reunião do Copom começa amanhã e termina na quarta-feira. Neste mês, excepcionalmente, a reunião será realizada no período da manhã e a decisão será anunciada por volta de 12h, quando os mercados apresentam poucos negócios em função do horário do almoço. Não há um consenso entre os analistas sobre a decisão do Comitê. A maioria aposta em manutenção da Selic em 18,5% ao ano, dado que há muitas incertezas no cenário, as quais podem provocar uma alta da moeda norte-americana, o que afetaria os índices de inflação. Além disso, o cenário atual é mais preocupante, se comparado ao mês passado, quando a decisão do Comitê já foi pela manutenção da Selic. Os pontos negativos são: alta de 6,47% para o dólar nos últimos 30 dias, o risco-país passou de 730 pontos base para 919 pontos base e alta do preço do barril do petróleo. Além disso, a inflação nos últimos 12 meses é de 7,98%. Vale lembrar que a política monetária é definida pelo cumprimento da meta de inflação, que neste ano é de 3,5%, com margem de tolerância de dois porcentuais para cima ou para baixo. Nesta segunda-feira , a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou a segunda prévia do Índice Geral dos Preços do Mercado (IGP-M) de maio, em 0,58%. Um pouco mais cedo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apurado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) registrou inflação de 0,02% na segunda quadrissemana de maio, com leve alta em relação ao apurado na pesquisa anterior (deflação de 0,03%).Em relação ao cenário político, os investidores aguardam o resultado de novas pesquisas eleitorais nos próximos dias, mas surpresas não são esperadas. Foram duas pesquisas realizadas pelo Instituto Ibope. Uma foi feita a pedido da Premium Propaganda. A outra, do Bank Of America.Mercados no BrasilO dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 2,4840 na ponta de venda dos negócios, em alta de 0,32% em relação aos últimos negócios de sexta-feira. A moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 2,4900 e a mínima de R$ 2,4650. Com o resultado de hoje, o dólar acumula uma alta de 5,17% em maio. No ano, a valorização da moeda norte-americana frente ao dólar é de 7,25%.A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou o dia em queda de 0,25%. O volume de negócios ficou em torno de R$ 321 milhões, montante inferior à média de negócios registrados nos últimos dias. Para se ter uma idéia, em maio, até o dia 16, a média de negócios era de R$ 452,783 milhões. Entre as ações que compõem o Ibovespa - índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bolsa - as maiores baixas foram as preferenciais (PN, sem direito a voto) da Klabin (- 4,50%) e Siderúrgica Tubarão PN (- 4,17%). A maior alta foi apurada pelos papéis Embratel Participações PN (5,39%).No mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em junho, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), terminaram o dia com taxas de 18,340% ao ano, frente a 18,300% ao ano negociados na sexta-feira. Já os contratos com vencimento em janeiro de 2003 apresentavam taxas de 18,800% ao ano - estáveis em relação aos juros negociados nestes títulos na sexta-feira.Mercados internacionaisEm Nova York, as bolsas fecharam em queda. O Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - encerrou o dia em baixa de 1,19%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou com baixa de 2,29%. Os investidores norte-americanos voltaram a ficar assustados ante a possibilidade de um novo ataque terrorista, depois do alerta feito ontem pelo vice-presidente norte-americano, Dick Cheney. Segundo ele, a possibilidade de os EUA serem alvo de novo atentado é "quase certa" e não se tratava de um problema de "se" os EUA serão ou não atingidos, mas de "quando". Na Argentina, o índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires encerrou o dia em queda de 0,58%. Segundo apuração da correspondente Marina Guimarães, o dólar voltou a subir e fechou em 3,62 pesos para a venda e 3,38 pesos para a compra. Uma onda de protestos tomou conta do país nas últimas horas e amanhã a situação pode piorar.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

20 de maio de 2002 | 18h36

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