Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Mercados cada vez mais cautelosos

Não bastassem as preocupações com os fortes sinais de enfraquecimento da economia nos EUA e na Europa e a fragilidade da economia brasileira, o mercado voltou a se assustar com as condições argentinas. O temor de default - leia-se calote - no país vizinho foi o principal assunto entre os analistas nesta manhã. As preocupações com a Argentina dominam a atenção dos investidores desde segunda-feira, quando houve o anúncio de queda de 14% na arrecadação fiscal de setembro e o conseqüente corte de repasses de verbas às províncias. A perda de arrecadação trouxe novamente à tona o medo do default, justamente quando faltam duas semanas para as eleições legislativas, marcadas para 14 de outubro.A agência de classificação de risco Moody´s, por outro lado, disse que o mercado já absorveu a maior parte das possíveis conseqüências das eleições legislativas da Argentina. Segundo a agência, a partir daí, a população poderá ficar mais favorável à reestruturação da dívida do país e às mudança na equipe ministerial do presidente Fernando de La Rúa.Situação do BrasilEm relação ao Brasil, a situação argentina pesa de forma negativa sobre as perspectivas internas. O relatório da agência Standard & Poor´s apontando o Brasil como um dos três países de maior vulnerabilidade externa da América Latina, ao lado da Costa Rica e do Pananá, aumentou o pessimismo dos investidores.As eleições presidenciais em outubro do ano que vem, as incertezas em relação ao fluxo de investimentos estrangeiros e um possível impacto negativo do enfraquecimento do real nas contas públicas levaram a agência, que parece mais pessimista do que sua concorrente Moody´s, a estimar em cerca de US$ 80 bilhões o volume de recursos necessários para o País fechar as suas contas externas em 2002. O problema é que só uma pequena parcela desse valor estimado pela S&P deverá ser coberto com investimentos estrangeiros, entre US$ 12 bilhões a US$ 15 bilhões, por causa da redução do fluxo de capital estrangeiros para os emergentes.Veja os números do mercadoO dólar começou permaneceu sob pressão durante toda a manhã e, às 15h07, estava cotado a R$ 2,7340 na ponta de venda dos negócios, com alta de 1,0% em relação aos últimos negócios de ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) está em queda de 0,58%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 24,300% ao ano, frente a 24,150% ao ano ontem. Em Nova York, as bolsas operam em alta. Os investidores animaram-se com o pacote de estímulo à economia de US$ 60 bilhões a US$ 75 bilhões anunciado esta manhã pela Casa Branca. Os recursos serão utilizados para reativar o consumo, o que deve passar pela isenção de impostos aos contribuintes, dar suporte aos investimentos das empresas e ajudar empresas afetadas pelos ataques terroristas.O Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - está em alta de 1,21%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - opera com alta de 5,44%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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