Mercados: calma apesar do fracasso do leilão

Em função do fracasso do leilão da Copene, que somente se encerrou à 1:30 da manhã de hoje, sem nenhuma proposta de compra acima do preço mínimo, os mercados podem apresentar algum pessimismo hoje. Mesmo porque ontem as bolsas em Nova York registraram quedas. Porém, não será surpresa para os investidores se as cotações se mantiverem estáveis. Ontem, apesar da desistência da Dow Química em participar do leilão - praticamente a única esperança de entrada de dólares - e das quedas nos mercados internacionais, os mercados permaneceram estáveis. O ambiente externo mais otimista, com queda nos preços do petróleo - embora ainda elevados - e perspectiva de queda nos juros nos EUA no médio prazo, tem se aliado ao bom cenário interno, trazendo bastante otimismo aos investidores brasileiros nesse fim de ano. A expectativa é inclusive de corte na Selic, a taxa básica de juros da economia, na próxima reunião mensal do Comitê de Política Monetária (Copom), na quarta-feira da semana que vem. Segundo analistas, se a Selic não for reduzida dos atuais 16,5% ao ano para 16% ao ano, o Copom deve ao menos determinar o viés de baixa, autorização para o presidente do Banco Central fazer o corte quando achar conveniente. Agora as cotações já estariam ajustadas a esses patamares esperados e, a não ser que ocorresse algo surpreendente até lá, haverá poucas oscilações. Falta saber qual será o impacto do fracasso do leilão nos mercados.

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