Mercados calmos e levemente otimistas

Espremida entre o feriado e o final de semana, essa sexta-feira apresentou volume de negócios razoável e ligeiro otimismo. Observou-se pequena queda no dólar e nos juros, acompanhada de leve alta do Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa). O mercado vem apresentando maior estabilidade na última semana, predominantemente otimista, e as reações ao noticiário são moderadas.O destaque da Bolsa foi a queda nas ações da Petrobrás, como reflexo da queda nos preços internacionais do petróleo. Os papéis ON (ordinários, com direito a voto) fecharam o dia cotados a R$ 47,50, uma queda de 7,77%. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) não consegue entrar em acordo com os países fora do seu âmbito - especialmente a Rússia - para cortar a produção global. A manobra elevaria os preços do produto, deprimidos pela forte queda na demanda, causada pela desaceleração da economia mundial, em especial na aviação comercial. Para o Brasil, a baixa representa economia com as importações. Em Londres, os contratos de petróleo cru do tipo Brent com vencimento em janeiro foram negociados a US$ 17,75 por barril, uma alta de 2,42% em relação ao fechamento de ontem.Nos Estados Unidos, os números continuam indicando desaceleração da economia. A produção industrial norte-americana caiu 1,1% em outubro em comparação com setembro, o maior declínio mensal desde novembro de 1990. A produção industrial segue em queda há 13 meses consecutivos, a mais longa série de declínios desde a Grande Depressão, nos anos 30. Analistas já prevêem nova queda no juro básico, atualmente em 2% ao ano, na próxima reunião do Fed - banco central norte-americano - em dezembro. A taxa, que hoje já é mais baixa que a inflação, ficaria em 1,75% ao ano.Na Argentina, a situação também é inquietante. O governo precisa desesperadamente da liberação da parcela de US$ 1,26 bilhões para honrar compromissos que vencem no final de novembro prometida pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). A sinalização do Fundo, porém, é de que o dinheiro possa até atrasar. Ao longo da semana que entra, será realizada a operação de troca dos títulos da dívida com credores interno. O governo oferece a arrecadação de impostos como garantia adicional para compensar a queda brutal nos juros (para o teto de 7% ao ano) e alongamento dos prazos. Além disso, tenta negociar mais garantias junto a organismos multilaterais e governos estrangeiros. Mas não se espera realmente que a iniciativa tenha sucesso.Conforme a crise argentina se agrava, o ministro da Economia, Domingo Cavallo, declarou que não fará a desvalorização em hipótese nenhuma, mas a dolarização não está descartada. A medida só seria tomada numa situação extrema. O problema é que o risco de um calote global da dívida ou alguma outra forma de colapso da economia é grande e aumenta a cada dia. Hoje o risco país da Argentina fechou em 2.766.Fechamento dos mercadosO dólar comercial para venda fechou em R$ 2,5280, com queda de 0,67%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 20,520% ao ano, frente a 20,800% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 0,44%.O índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires fechou em queda de 3,02%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 0,05%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em queda de 0,10%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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