Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Mercados cautelosos com as várias incertezas

Os focos de instabilidade nos mercados financeiros são cada vez mais numerosos. Os investidores já haviam se habituado a acompanhar a crise argentina quando surgiu a crise energética no Brasil. Nenhuma terá solução no curto prazo, o que deve manter as cotações em patamares pessimistas. A única novidade é que a operação de troca da dívida de curto prazo da Argentina deve sair em breve e a expectativa é grande. Não que ela solucione os graves problemas econômicos do país, mas, se tiver sucesso, dará um alívio nas contas públicas nos próximos anos, reduzindo muito a probabilidade de insolvência imediata. Além disso, a crise política - que já estava esquecida - ressurgiu com a sessão da Comissão de Ética do Senado. Amanhã será discutida a cassação dos Senadores Antônio Carlos Magalhães e José Roberto Arruda, e se o processo for aberto, a renúncia dos senadores não será mais possível. Ao menos, convenceram as negativas enfáticas do governo quanto à veracidade das acusações da revista Veja a respeito da venda de informações privilegiadas pelo ex-presidente do Banco Central, Francisco Lopes, com conhecimento do ministro da Fazenda, Pedro Malan. Mesmo porque não foram apresentadas provas.Há grande expectativa em relação à conclusão da reunião mensal do Comitê de Política Monetária (Copom). Amanhã será decidida uma possível alteração na Selic - a taxa básica referencial de juros da economia. Espera-se uma elevação dos atuais 16,25% para 16,75%, refletindo a instabilidade geral. Mas analistas concordam que não será uma grande surpresa se o aumento for menor, ou mesmo se a taxa for mantida. Mas existe grande preocupação com as recentes altas no câmbio e nos preços internacionais do petróleo.Números dos fechamentosA Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 1,98%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 22,540% ao ano, frente a 22,100% ao ano ontem. O dólar comercial para venda fechou em R$ 2,3240, com alta de 0,22%. O índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires fechou em alta de 0,31%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 0,71%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em alta de 0,36%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

22 de maio de 2001 | 17h53

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