Mercados cautelosos com feriado argentino

O mercado financeiro mantém o clima de cautela, enquanto espera a abertura dos negócios na Argentina amanhã. O dólar comercial iniciou o dia cotado a R$ 2,4250 e às 11h20, era vendido a R$ 2,4190, com queda de 0,29% em relação aos últimos negócios de ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) está em alta de 0,20%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 19,30% ao ano, frente a 19,43% ao ano ontem.A situação no país vizinho é crítica. No final de semana, o presidente Eduardo Duhalde estabeleceu a livre flutuação do peso e o temor dos analistas é que, a partir de agora, as compras de dólares se acentuem, o que provocaria uma alta das cotações da moeda norte-americana, com risco de forte inflação. Para conter esta possível pressão de demanda por dólares, o presidente Eduardo Duhalde decretou a suspensão de todos os processos judiciais contra o bloqueio de depósitos bancários, o chamado "corralito", por 180 dias. A interferência de Duhalde é um sinal claro do conflito direto entre o presidente e Corte Suprema de Justiça, que havia determinado como inconstitucional as regras de restrições para saques bancários. Hoje, segundo apuração da correspondente Marina Guimarães, o Banco Central argentino e a equipe econômica definirão as restrições para a compra de dólares que deverá ser limitada a U$S 1 mil dólares por pessoa. Os bancos serão proibidos de vender dólares e a operação poderá ser feita somente nas casas de câmbio, assim mesmo, o comprador deverá assinar uma declaração de compra. Veja mais informações sobre a Argentina nos links abaixo.Inflação no BrasilNo Brasil, nesta manhã a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgou o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) referente ao mês de janeiro, em 0,57%. Os analistas continuam preocupados com a pressão de alta sobre os índices inflacionários, já que a política monetária atual tem como base o cumprimento das metas de inflação. Ou seja, sem recuo da inflação, não há possibilidade de corte das taxas de juros. Hoje, em entrevista à imprensa, o presidente do Banco Central (BC), Armínio Fraga, reforçou esta idéia (veja mais informações no link abaixo).Na sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará o índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referente ao mês de janeiro. Este índice é usado como referência para a meta de inflação, que neste ano é de 3,5% com possibilidade de alta ou baixa de dois pontos porcentuais.Não deixe de ver no link abaixo as perspectivas para a semana no mercado financeiro e as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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