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Mercados cautelosos com guerra e Argentina

Como ontem foi feriado na Argentina e feriado parcial nos Estados Unidos, somente hoje será conhecida a reação dos mercados ao início da guerra com mais clareza. O volume de negócios foi muito reduzido, o que facilitou a intervenção do Banco Central (BC) no câmbio, realizando dois leilões de títulos cambiais. Mesmo nos mercados que funcionaram nos EUA, a reação foi moderada. Mas a guerra, já prevista pelos investidores, deve ser longa, conforme alertou o presidente dos Estados Unidos George W. Bush, e pode se espalhar para outros países. Se esses prenúncios forem confirmados, a economia norte-americana pode sofrer ainda mais, com efeitos para o mundo todo, especialmente para os emergentes com desequilíbrios nas contas externas, como Brasil e Argentina.Muitos analistas indicam maior preocupação momentaneamente com o país vizinho, que enfrenta as maiores dificuldades econômicas de uma crise que se arrasta há mais de três anos. Os mercados esperavam que a Argentina divulgasse ainda ontem um novo pacote de medidas, incluindo cortes de despesas, rolagem de dívida, emissão de títulos para repasse de verbas em atraso aos governos das províncias, estímulo ao consumo e facilidades às empresas que queriam quitar suas dívidas com o fisco. As incertezas do cenário internacional e os resultados muito ruins da economia e da arrecadação de impostos deixaram os investidores nervosos. A situação política também é especialmente delicada, dado que as eleições legislativas ocorrem no próximo domingo, e espera-se que o governo tenha uma grande derrota. Ontem o presidente Fernando de la Rúa voltou a negar dolarização e desvalorização cambial. Na semana passada, os boatos e desmentidos foram diários e incluíram calote da dívida e saída do ministro da Economia, Domingo Cavallo. É possível que o pacote seja anunciado hoje. Muitos esperavam há semanas que novas medidas fossem anunciadas logo depois das eleições. Mas, como elas são urgentes e indispensáveis para o cumprimento do programa de eliminação do déficit público, e a situação não tem muitas esperanças em vencer as eleições, parece que só resta tentar acalmar os investidores. Nas declarações de ontem, após reunião com o presidente Fernando Henrique Cardoso, o presidente argentino reiterou a estratégia do governo. Agora é esperar as medidas e ver se elas convencem o mercado. Provavelmente, só atenuarão o nervosismo novamente.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

09 de outubro de 2001 | 08h08

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