Mercados cautelosos têm pequena recuperação

Depois do pânico de ontem, com quedas impressionantes nos mercados norte-americanos, os negócios apresentaram ligeira recuperação, mas a cautela continua. Muitas ações ficaram muito baratas e motivaram compras hoje, o que justifica as altas. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 0,81%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em alta de 4,75%. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 0,37%. O dólar fechou em R$ 2,0630, com alta de 0,15%. E os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 16,690% ao ano, frente a 16,560% ao ano ontem. Internamente, a boa notícia foi a melhora na avaliação da economia brasileira pela Merril Lynch. Já o leilão de licitação da banda E de telefonia celular do Sistema Móvel Pessoal (SMP) teve sucesso parcial. Apenas a área 1(do Rio ao Amazonas) recebeu oferta, de R$ 990 milhões pela Telecom Italia, pouco acima do preço mínimo. O ágio foi de 5,32%, mas a empresa só pagará R$ 520 milhões, em função do desconto a que tem direito por possuir licença anterior em outra banda para Estados incluídos na área 1.No exterior, porém, o Índice de Vendas ao Varejo dos Estados Unidos veio mais baixo do que o esperado. Além disso, a situação do Japão é preocupante, pois o país pode estar entrando em um novo ciclo recessivo. Mas a maior preocupação dos investidores brasileiros é a Argentina. A equipe econômica prometeu o pacote de austeridade econômica para quinta-feira e enfrenta muitas resistências para promover mais cortes orçamentários. Hoje, no leilão de títulos públicos promovido pelo governo, o mercado exigiu juros maiores.Todos esses fatores influenciam o fluxo de capitais especulativos para o Brasil, especialmente se as crises se agravarem, mas analistas ouvidos pela Agência Estado evitam avaliar o seu impacto. Segundo eles, é cedo para fazer projeções, mas o certo é que os juros no Brasil devem continuar estáveis. Para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), dias 20 e 21 de março, espera-se que a Selic continue nos atuais 15,25%.

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