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Mercados cautelosos voltam a recuperar-se

A notícia, depois esclarecida, de que a prefeitura de São Paulo teria decretado um calote da sua dívida com o governo federal, embora falsa, agitou os mercados na quarta-feira e mostrou que os investidores ainda estão muito cautelosos com o governo eleito. As cotações estão em rumo de recuperação, aproximando-se dos patamares do início da semana.O ambiente, depois das eleições, certamente é de maior tranqüilidade e estabilidade. As declarações da cúpula petista, nesse sentido, agradaram os investidores, o que justifica a recuperação das cotações nas últimas semanas. Mas a reação de quarta-feira com a má interpretação da notícia sobre a dívida paulistana - o governo municipal apenas deixou de lançar mão de uma opção contratual - mostra que os temores ainda não foram totalmente dissipados.O mercado ainda espera medidas concretas que revelem o real compromisso do PT com políticas econômicas responsáveis, com a estabilidade da economia e com as reformas não realizadas pelo governo Fernando Henrique Cardoso. Assim, a atenção é grande em relação às nomeações do presidente eleito e votações do Congresso. Se o dia-a-dia da administração pública continuar agradando, a confiança virá e as cotações devem responder na mesma medida, mesmo porque os atuais patamares de negociação são muito pessimistas.O próximo grande teste do governo eleito será na segunda quinzena do mês, quando há novos grandes vencimentos cambiais. No dia 14 são cerca de US$ 2 bilhões e aproximadamente a mesma quantia no dia 20. No início de dezembro, também há várias datas com grandes concentrações de vencimentos. Se o mercado mantiver a tranqüilidade, as rolagens podem ser tranqüilas, mas, mantida a desconfiança, pode haver especulação para inflar as cotações do dólar da véspera, que corrigem esses papéis. Mesmo no mercado de títulos corrigidos por juros em reais, ainda são poucos os negócios com vencimento no próximo ano. Mas como faltam menos de dois meses para a posse de Lula, a apreensão é grande sobre como os investidores passarão a reagir, especialmente na virada deste mês, quando não haverá mais papéis vencendo sob o governo atual.Externamente, ainda preocupam os sinais fracos emitidos pela economia norte-americana, o que dificulta a retomada no Brasil. O Fed - banco central norte-americano - cortou o juro básico para 1,25% ao ano, o nível mais baixo em 41 anos, com o objetivo de baratear o crédito e estimular a economia. Mas investidores temem que a sua avaliação do desempenho econômico nos EUA esteja otimista demais e as cotações vêm caindo desde quarta-feira. Além disso, o presidente George W. Bush, que tem ampla base no Congresso, depois nas eleições de terça-feira, voltou a ameaçar o Iraque, trazendo a ameaça de guerra novamente ao país.MercadosO dólar comercial foi vendido a R$ 3,5950 nos últimos negócios do dia, em baixa de 1,64% em relação às últimas operações de quarta-feira. No mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003 negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros pagam taxas de 22,750% ao ano, frente a 22,880% ao ano quarta-feira. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 1,00% em 9799 pontos.Às 18h, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York -fechou em queda de 2,11% (a 8586,2 pontos), e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - caiu 2,98% (a 1376,71 pontos). O euro era negociado a US$ 1,0086; uma alta de 0,33%. Na Argentina, o índice Merval, da Bolsa de Valores de Buenos Aires, fechou em alta de 3,60% (442,60 pontos). O dólar oficial para venda fechou em $ 3,49 pesos.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

08 de novembro de 2002 | 08h16

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