Mercados: cenário externo continua estável

A semana começa no cenário financeiro melhor do que no início da semana passada. Isso porque as declarações do presidente do banco central norte-americano (FED), Alan Greenspan, sinalizaram que a instituição está atenta à definição da política monetária do país e que, a qualquer sinal de desacelerações forte, o FED vai agir para reverter esse quadro.A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em alta e há pouco operava com valorização de 1,01%. O dólar comercial está cotado a R$ 1,9660 na ponta de venda dos negócios - queda de 0,10% em relação aos últimos negócios de sexta-feira. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - começam o dia pagando juros de 17,410% ao ano, frente a 17,480% ao ano registrados na sexta-feira.Perspectivas para a semanaNa próxima semana, o FED realiza sua reunião mensal para reavaliar o patamar das taxas de juros. Dados importantes sobre a economia do país serão divulgados nos próximos dias e devem influenciar o resultado. Na quinta-feira, será divulgada a inflação ao produtor (PPI) e, na sexta-feira, sai a inflação ao consumidor (CPI). No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) define no dia 20 a nova taxa básica de juros - Selic.Apesar de não ser um consenso entre os analistas, muitos acreditam em corte na taxa de juros. Marcelo Carvalho, economista chefe do JP Morgan elenca os fatores que contribuem para isso: possível reversão da tendência de alta das taxas de juros nos EUA, aprovação do pacote de ajuda à Turquia e Argentina, queda do preço do petróleo, queda forte dos índices de inflação e declarações do presidente do Branco Central (BC), Armínio Fraga, sinalizando essa tendência. Na Argentina, a Câmara dos Deputados prepara-se para votar amanhã o orçamento de 2001. Se aprovado, tornam-se muito positivas as perspectivas para a liberação de um pacote de ajuda financeira, que será organizado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). A expectativa é de um pacote de US$ 30 bilhões, necessário para que o país feche suas contas no próximo ano. Essa perspectiva deixaria o mercado financeiro aliviado e deve melhorar a imagem dos países emergentes no exterior, inclusive o Brasil.

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