Mercados: cenário externo e interno são instáveis

As incertezas dos investidores em relação ao cenário externo e à tendência para a taxa básica de juros (Selic) no mercado interno impedem uma recuperação dos negócios. Os investidores preferem uma atitude de cautela e evitam tomar novas posições. O resultado disso pode ser percebido por um baixo volume de negócios na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), de R$ 152 milhões na primeira parte do pregão. Há pouco, o Ibovespa - Índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bovespa - estava em queda de 2,44%. O dólar comercial está cotado a R$ 2,1660 na ponta de venda dos negócios - alta de 0,60% em relação aos últimos negócios de sexta-feira. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 19,350% ao ano, frente a 19,800% ao ano registrados na sexta-feira.A divulgação logo mais do resultado da balança comercial de março está sendo aguardada com expectativa. Essa é uma variável que vem pressionando a taxa de câmbio. Isso porque resultados negativos na balança comercial significam uma menor quantidade de dólares no mercado interno, o que provoca uma pressão de alta sobre as cotações. Hoje é feriado na Argentina e os mercados não funcionam. Mas, para garantir que os negócios comecem o dia mais tranqüilos amanhã, o ministro da Economia, Domingo Cavallo, convocou entrevista coletiva reafirmando que o país vai honrar os seus compromissos e cumprir as metas fiscais acertadas com o FMI. Porém, Cavallo admitiu que o déficit do primeiro trimestre deve superar a meta em US$ 1 bilhão.

Agencia Estado,

02 de abril de 2001 | 15h08

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