Mercados: cenário externo volta a influenciar

O mercado financeiro começa o dia novamente sob forte influência do cenário externo e em clima de instabilidade em função das incertezas para a tendência para os juros internos. Nos Estados Unidos, o anúncio de empresas revendo para baixo suas projeções de lucros provoca baixas nas bolsas do país e isso tem impacto direto na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Foi o que aconteceu ontem, quando a Bovespa fechou em queda de 3,17%. Há pouco, a Bolsa estava em baixa de 1,38%. O dólar comercial está cotado a R$ 2,1770 na ponta de venda dos negócios - alta de 0,51% em relação às últimas operações de ontem. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - começam o dia pagando juros de 19,750% ao ano, frente a 19,450% ao ano ontem.O anúncio mais recente foi feito ontem pela empresa norte-americana Ariba. No mercado acionário, as ações da empresa são consideradas as mais negociadas entre os papéis de companhias que atuam no segmento de negócios empresariais pela Internet. A perspectiva de queda nos lucros das empresas faz com que investidores refaçam suas contas em relação ao quanto podem ganhar com os papéis. Lucros mais baixos significam também redução no ganho com as ações e isso é embutido no preço do papel agora.Argentina: investidores mantêm cautelaNa Argentina, após o feriado de ontem, os negócios reabrem hoje em clima de cautela. Os investidores deram uma trégua em relação à situação do país vizinho e aguardam as medidas do ministro da Economia, Domingo Cavallo, no sentido de reaquer a economia do país. Cavallo já anunciou que a Argentina não conseguirá cumprir as metas em relação às suas contas públicas no primeiro trimestre, mas garante que até o final do ano estará dentro do que foi combinado com o Fundo Monetário Internacional (FMI).Alguns analistas já prevêem nova alta da Selic Internamente, analistas já começam a traçar suas perspectivas para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em 17 e 18 de abril. Ainda não há um consenso sobre qual será a decisão do Comitê. Há quem acredite que o Copom pode decidir por mais um aumento da taxa básica de juros (Selic). Na decisão do Comitê, a perspectiva para a inflação é fator fundamental. Nesse caso, a continuidade de alta do dólar pode favorecer a mais uma elevação dos juros. Isso porque dólar em alta pode significar pressão de alta também sobre os preços de produtos e matérias-primas importados, o que afeta o mercado interno.

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