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Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Mercados: começa hoje reunião do Copom

Começa hoje a reunião mensal do Comitê de Política Monetária (Copom) que reavaliará a Selic, a taxa básica de juros da economia. Atualmente, a Selic está em 18,5% ao ano e há muitas incertezas sobre qual será a atitude do Comitê. Ontem, em entrevista à imprensa, o presidente do Banco Central (BC), Armínio Fraga, admitiu que a atual situação é complexa e que será necessária uma análise detalhada dos índices de inflação já divulgados para se "entender melhor o que vem pela frente". O fato é que a política monetária atual é definida pelo cumprimento da meta de inflação. Nesse ano, a meta é de 3,5%, com margem de tolerância de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo. Os primeiros índices de inflação de 2002 não recuaram conforme o esperado e, recentemente, o Índice de Preços no Atacado (IPA) mostrou alguma pressão de alta, em função da escalada do dólar.A decisão do Copom deve ser divulgada amanhã, por volta de 13h. Quem aposta em manutenção da taxa justifica a opinião pela atual situação no mercado financeiro, em que a cotação do dólar e a taxa de risco-país estão em patamares mais elevados. Já quem aposta em um corte de juros entre 0,25 e 0,50 ponto porcentual avalia que a inflação já dá sinais de recuo e a atitude do BC, nesse caso, seria um sinal favorável para os investidores (veja a reportagem completa no link abaixo).Mercados menos tensos com atuação do BCOs investidores começaram a semana em clima de maior tranqüilidade. O principal motivo foi a atuação do Banco Central (BC) e do Tesouro no mercado de câmbio e na administração da dívida pública. O BC vendeu dólares, com compromisso de recompra, e trocou títulos públicos pós-fixados de prazo mais longo (2003 a 2006) por vencimentos mais curtos, ainda nesse ano. O BC também ofertou contratos de swap cambial, dando aos investidores maior liquidez em um dos instrumentos usados como proteção contra a variação cambial.O resultado foi uma queda de 1,95% para o dólar. A taxa de risco-país, que mede a confiança dos investidores na capacidade de um governo em honrar sua dívida, recuou de 1.315 pontos base na sexta-feira para 1.250 pontos base ontem. Já os principais títulos da dívida brasileira, os C-Bonds, apresentaram valorização de 4,21% em relação ao fechamento de sexta-feira (veja mais informações no link abaixo). Os investidores gostaram da atitude do BC no sentido de dar maior liquidez ao mercado cambial e reduzir a exposição dos investidores ao risco do novo governo. Porém, não pode se dizer que esse seja o final de períodos de nervosismo. Isso porque o principal foco de atenção para aos mercados é o encaminhamento da sucessão presidencial. Segundo analistas, enquanto houver incerteza em relação a qual será o próximo governo e qual será a política econômica a ser adotada, novos períodos de instabilidade podem surgir.

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