Mercados comemoram inflação atentos à Argentina

Os investidores no Brasil permanecem atentos ao agravamento da situação argentina. Mas a piora deste cenário já era esperada e, portanto, os investidores mantêm-se indiferentes e reagem apenas aos fatos novos. As novidades são positivas no mercado interno. A queda do dólar já influenciou os índice de inflação. A primeira prévia do Índice Geral dos Preços do Mercado (IGP-M) de dezembro divulgada ontem ficou em 0,16% - próxima à expectativa dos analistas, que era de uma taxa entre 0,10% e 0,50%. A boa notícia veio do resultado do indicador de preços no atacado que compõe o IGP-M, o IPA, que registrou deflação de 0,07%, inferior ao índice de preços ao consumidor, o IPC, que foi de 0,51%. Os resultados sinalizam que os preços já recuaram no atacado, o que tende a ser transferido para o varejo. Caso o dólar continue em queda, esta tendência pode ficar mais forte. Além da redução da pressão de alta sobre a inflação, o dólar em queda beneficia a diminuição da dívida pública corrigida pela variação do dólar. Por outro lado, o real valorizado pode reduzir o saldo da balança comercial, já que tende a reduzir as exportações e aumentar as importações.Em entrevista ao repórter Sérgio Lamucci, do jornal O Estado de S. Paulo, o economista-chefe do Banco CSFB Garantia, Rodrigo Azevedo, afirmou que reduziu sua estimativa para a balança comercial em 2002, já que reduziu também a sua perspectiva para a taxa de câmbio média - de R$ 2,88 para R$ 2,57. O resultado esperado para a balança comercial, segundo Azevedo, passou de US$ 5 bilhões para US$ 4 bilhões (veja mais informações no link abaixo).Os analistas ainda não têm uma tendência definida sobre qual será o patamar em que o dólar vai se estabilizar. Há analistas que acreditam que esta queda é irreal e o dólar poderá voltar a subir. Outros, reforçados pelas últimas declarações do presidente do Banco Central Armínio Fraga, acreditam que o real ainda está depreciado.ArgentinaNo país vizinho, a desconfiança por parte dos investidores estrangeiros e da própria população do país é cada vez maior. Está prevista para quinta-feira uma greve de todos os setores. Enquanto isso, os argentinos tentam encontrar alternativas para não ter seus recursos imobilizados pelo governo.Os mercados de imóveis e de carros dá sinais desta preocupação. Como não há limitação para o uso de cheques, as pessoas estão preferindo comprar carros e imóveis. E, para tentar conter a forte saída de recursos dos bancos, o governo limitou a abertura de contas adicionais, já que os argentinos estavam abrindo várias contas com o objetivo de sacar mais dólares (veja mais informações no link abaixo).Veja os números do mercadoO dólar comercial está cotado a R$ 2,3380 na ponta de venda dos negócios, com alta de 0,26% em relação aos últimos negócios de ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera com alta de 0,81%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 20,120% ao ano, frente a 20,470% ao ano ontem.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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