Mercados continuam apreensivos

Os investidores continuam apreensivos com os rumos da economia norte-americana e com a interrupção da queda dos juros no Brasil. Contribui para o pessimismo a divulgação dos resultados da balança comercial relativos ao ano de 2001 até as 3 primeiras semanas de fevereiro. Mas a inflação, segundo a Fipe, está mais baixa do que o esperado.Os números divulgados ontem trouxeram uma notícia boa e uma má para os investidores. A boa foi que a projeção do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) de fevereiro foi reduzida de 0,10% para zero. Em março pode haver deflação e a Fipe considera que a inflação do ano ficará abaixo da meta de 4%. A má notícia é o resultado da balança comercial. No acumulado do ano, considerando-se as 3 primeiras semanas de fevereiro, o déficit chega a US$ 612 milhões.Mesmo que as notícias de ontem sobre o saldo comercial brasileiro exerçam uma pressão de alta no dólar, a queda na inflação pode tranqüilizar os temores do mercado de juros. A nota do Banco Central, na semana passada, de que a redução da Selic, a taxa básica referencial de juros da economia, foi interrompida também por pressão interna sobre os preços preocupou os investidores. Dados otimistas em relação às metas de inflação do governo podem reverter essa percepção.Economia norte-americana volta a preocuparA divulgação do PPI (índice de preços no atacado) na sexta-feira nos EUA assustou os investidores, que já vinham retomando o otimismo. Como ele ficou muito mais alto do que o esperado, teme-se que o país esteja entrando num processo de estagflação (estagnação econômica e alta da inflação). Como ontem os mercados estiveram fechados por causa de feriado, será possível avaliar melhor as expectativas dos mercados hoje. As atenções estão voltadas ao anúncio, na quarta-feira, de outro índice importante, o CPI (Índice de Preços ao Atacado). Inclusive a reação aos ataques ao Iraque da sexta-feira, especialmente no mercado de petróleo norte-americano, só será conhecida hoje, pois a manobra militar só foi anunciada após o fechamento dos mercados.

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