Mercados continuam pessimistas e sem rumo

Ontem os mercados voltaram a operar com muito pessimismo em função do cenário externo. Por um lado, grandes empresas norte-americanas anunciam previsões de resultados decepcionantes. As sucessivas reduções nos juros, que em 2001 já foram reduzidos de 6,5% para 5%, ainda não conseguiram reverter a desaceleração da economia do país e as bolsas continuam caindo.Paralelamente, o ministro da Economia da Argentina, Domingo Cavallo, anunciou que o déficit nas contas públicas superará em US$ 1 bilhão a meta de US$ 2,1 bilhões no primeiro trimestre do ano. Mesmo com os resultados negativos, Cavallo reafirmou o cumprimento das obrigações assumidas e das metas estabelecidas. No Brasil, o déficit da balança comercial de março ficou em US$ 279 milhões, elevando o resultado negativo do ano para US$ 676 milhões. Ambas as notícias desagradaram os investidores.Ainda assim, o ministro da Fazenda Pedro Malan tem repetido que o mercado está se precipitando. Segundo ele, a conjuntura econômica brasileira continua muito favorável, apesar das turbulências externas, e as metas para o ano estão mantidas. Aparentemente, os investidores permanecem céticos, e, portanto, cautelosos, aguardando sinais mais seguros, especialmente nesta época de divulgação de resultados de empresas nos Estados Unidos e incertezas na Argentina.

Agencia Estado,

03 de abril de 2001 | 08h18

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