Mercados: cresce insegurança com Argentina

O mercado financeiro recebeu mal a renúncia do subsecretário de Financiamento da Argentina, Júlio Dreizzen. Isso porque Dreizzen era um defensor da idéia de que a reestruturação da dívida argentina não deveria acarretar perdas aos credores. O ministro da Economia Domingo Cavallo permanece na equipe econômica e com ele a possibilidade de que haja um default - leia-se calote - da dívida do país.O pacote de medidas econômicas na Argentina continua sendo aguardado pelos investidores. Segundo apurou a correspondente Marina Guimarães, as medidas serão anunciadas somente quando não estiver faltando nenhum detalhe, para que não sofram correções posteriores. Porém, o ministro enfatizou que "as próximas medidas econômicas honrarão a confiança dos credores e dos que têm investido na Argentina". Na prática, os investidores continuam receosos. O Fundo Monetário Internacional (FMI), o Tesouro dos Estados Unidos e banqueiros reúnem-se hoje para avaliar o caso argentino e tentar conseguir formas alternativas para a reestruturação da dívida.Veja os números do mercado financeiroO dólar comercial para venda está cotado a R$ 2,7220, com queda de 0,07%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 23,920% ao ano, frente a 23,780% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera com queda de 0,37%.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.