finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Mercados: cresce tensão com falta de informação

A falta de informações sobre as duas crises do momento estão assustando os investidores. O tempo está correndo e ainda não se sabe muito sobre o pacote de medidas e acordos para a recuperação econômica da Argentina e menos ainda sobre a contenção do consumo de energia no Brasil. A insegurança aumenta na medida em que os prazos para ações efetivas começam a ficar apertados, já que as crises podem ter conseqüências desastrosas. O dólar fechou ontem na cotação mais alta do real, R$ 2,315 para venda.O governo argentino ainda não anunciou os pontos mais importantes do seu plano de retomada econômica. E o que já foi anunciado não agradou. O acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) está baseado em metas consideradas pouco realistas e os investidores queixam-se da falta de garantias. O próprio governo está tendo dificuldades em negociar as garantias que o mercado deseja com sua base de sustentação no Congresso. O ministro da Economia, Domingo Cavallo quer oferecer a arrecadação de impostos para os credores no caso de não-pagamento, uma medida drástica que enfrenta forte oposição.Também falta o anúncio da reestruturação da dívida de curto prazo do país junto a bancos internacionais, que daria um alívio para as contas públicas nos próximos anos, mas que pode ser pequena demais ou sair cara demais. Os mercados estão cada vez mais nervosos pela falta desses detalhes cruciais, sendo que o governo precisará captar recursos para financiar seu déficit público no terceiro trimestre do ano. Assim, precisará conquistar a confiança dos investidores até lá. Conforme o tempo passa, cresce o risco de um calote, o que teria sérias conseqüências também para o Brasil.Crise energética terá efeitos sobre a economiaA 15 dias do controle de consumo de energia, ninguém conhece o tamanho da crise nem quais medidas serão adotadas para distribuir a escassez de eletricidade. Com isso, governo, consumidores e empresas têm menos tempo para se organizar e os efeitos são mais contundentes. Já se sabe que o desempenho da economia será prejudicado, além de que deve haver pressão inflacionária, mas a demora na divulgação das informações faz com que esses efeitos também sejam menos previsíveis. A necessidade e urgência de investimentos no setor elétrico gera temores de que o governo abrirá mão do rigor no controle das contas públicas e de que o investimento estrangeiro direto caia bruscamente, causando um rombo nas contas com o exterior. Também surgem temores sobre a popularidade do governo no momento das eleições do ano que vem em função das restrições energéticas. Mas essas são conseqüências de prazo mais longo. Mais proximamente, os mercados esperam uma alta considerável da Selic - a taxa básica de juros da economia -, atualmente em 15,75% ao ano, na próxima reunião mensal do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 22 e 23. E os juros no mercado refletem o pessimismo.Fed decide juros nos EUA hoje Por volta das 15h15, deve terminar a reunião do Fed - banco central norte-americano - para definição da taxa de juro básico do país, atualmente em 4,5% ao ano. Espera-se uma redução de meio ponto porcentual como tentativa de estimular a economia dos EUA, ainda em processo de desaceleração. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.