AP Photo/Vincent Yu
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Mercados internacionais fecham sem sentido único na última sessão do mês de agosto

Dados econômicos abaixo do esperado foram divulgados na China e na Itália, mas foi o ajuste típico do final de mês que pesou nos índices nesta segunda

Sergio Caldas, O Estado de S.Paulo

31 de agosto de 2020 | 07h07
Atualizado 31 de agosto de 2020 | 18h47

As principais Bolsas do exterior fecharam majoritariamente em baixa nesta segunda-feira, 31, com o cenário econômico mundial mais esvaziado e também afetadas pelos ajustes típicos do final de mês. Em alguns índices, dados econômicos abaixo do esperado chegaram a afetar alguns índices, mas a tendência não foi generalizada.

Dados de Pequim mostraram que o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial chinês diminuiu de 51,1 em julho para 51 em agosto, contrariando expectativas de leve avanço pra 51,2. Por outro lado, o PMI chinês de serviços subiu de 54,2 para 55,2 no mesmo período, atingindo o maior patamar em 31 meses. As leituras acima de 50 indicam atividade em expansão, mostrando que a segunda maior economia do mundo continua se recuperando do choque inicial da pandemia de coronavírus.

Já na Europa, chamou a atenção da queda do Produto Interno Bruto (PIB) da Itália, que registrou contração histórica de 12,8% no segundo trimestre ante o primeiro. Na comparação anual, a queda foi de 17,7%.

Bolsas da Ásia 

Os chineses Xangai CompostoShenzhen Composto se enfraqueceram no fim do pregão e tiveram perdas de 0,24% e 0,44% cada. Em outras partes da região asiática, o Hang Seng se desvalorizou 0,96% em Hong Kong, enquanto o sul-coreano Kospi perdeu 1,17% e o Taiex cedeu 1,08% em Taiwan. Já a Bolsa australiana caiu 0,22% em Sydney

A exceção foi o japonês Nikkei, que subiu 1,12% em Tóquio, apagando a maior parte da queda de sexta-feira, 28, quando o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, anunciou que vai deixar o cargo por questões de saúde. O impulso veio com a notícia de que a Berkshire Hathaway, do megainvestidor Warren Buffett, comprou fatias de mais de 5% nas cinco principais empresas de trading japonesas - Mitubishi, Itochu, Marubeni, Mitsui e Sumitomo -, levando suas ações a saltarem entre 4,2% e 9,5% hoje.

Bolsas da Europa 

Já na Europa os índices fecharam sem registrar ganhos em um dia de pouca liquidez e com o mercado britânico fechado devido a um feriado local. Por lá, o Stoxx 600 encerrou com baixa de 0,63% em meio às preocupações com o avanço do coronavírus em algumas cidades europeias. A Bolsa de Frankfurt recuou 0,67%, enquanto a de Paris perdeu 1,11%. Já MilãoMadri e Lisboa tiveram perdas mais acentuadas de 1,04%, 2,29% e 0,96% cada. 

Bolsas de Nova York

Uma das principais Bolsas do exterior, Nova York fechou sem sentido único nesta segunda. O Dow Jones fechou em baixa de 0,78%, enquanto o S&P 500 teve perda de 0,22%. Já o Nasdaq encerrou com alta de 0,68%, em um novo recorde de fechamento, aos 11.775,46. O setor de tecnologia voltou a se destacar, mantendo movimento recente. Apple subiu 3,39%, após o desdobramento de ações que passou a vigorar hoje, enquanto Intel avançou 1,03%.

Petróleo 

Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa hoje, com piora considerável na reta final da sessão. Os preços iniciaram o dia em alta, sustentados pela contínua desvalorização do dólar. No entanto, os contratos trocaram de sinal depois que a Administração Internacional de Energia (EIA, na sigla em inglês) do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) informou que a produção da commodity no país avançou 4,2% em junho ante maio, a 10,4 milhões de barris por dia (bpd). O aumento preocupa porque pode levar ao desequilíbrio do mercado, por conta da demanda reprimida, como resultado das restrições impostas pelo coronavírus.

O contrato do WTI para outubro fechou em queda de 0,84%, a US$ 42,61 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para novembro caiu 1,16%, a US$ 45,28 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE)./COLABOROU MAIARA SANTIAGO

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