Mercados dão sinal de descolamento com Argentina

O mercado financeiro brasileiro deu, nesta manhã, o atestado definitivo de descolamento da vizinha Argentina, surpreendendo, inclusive, experientes profissionais de mercado. Ninguém esperava pânico, mas antes do início dos negócios, era consenso que a cautela prevaleceria devido à divulgação do pacote econômico argentino durante o final de semana. Mas o anúncio dos números positivos da balança comercial começaram a inverter as expectativas. Em seguida veio o saldo positivo e o dólar comercial operou quase toda a manhã em queda. Na mínima do dia, a cotação chegou a R$ 2,456, o que representa uma queda de 1,6% sobre o fechamento de sexta-feira. Na máxima, a moeda norte-americana foi cotada a R$ 2,51, com alta de 0,56%. Ao final do período, o dólar valia R$ 2,471 com recuo de 1%. Os dados que mostram superávit comercial de US$ 288 milhões em novembro foram comemorados pelo mercado pois o número ganha magnitude já que acontece em um mês historicamente ruim. No ano, o superávit pulou para US$ 1,78 bilhão, corroborando as estimativas mais otimistas feitas desde que as contas comerciais brasileiras começaram a ser revistas para melhor. E há sinais de que esse movimento continue. Mas o saldo favorável não se limita ao segmento comercial, estendendo-se também às operações financeiras. Várias captações privadas estão sendo feitas neste final de ano. "Pinga dinheiro de todos os lados e, como o mercado não é muito grande, esse movimento alimenta a queda com consistência", afirma um especialista. Ele lembra que é prevista uma entrada de US$ 900 milhões do BNDES antes do final do ano e que isso impede apostas em alta da moeda norte-americana. Por hoje, ouviu-se falar em entrada da Petrobras e das empresas estrangeiras que participaram do leilão da Aneel na sexta-feira, mas ninguém tem certeza de nada. Números do mercado Há pouco, o dólar comercial para venda estava cotado em R$ 2,4630, com queda de 1,32%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano -pagavam juros de 21,450% ao ano, frente a 21,650% ao ano na sexta. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operava em alta de 2,11%. O índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires apontava alta de 3,46%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - estava em queda de 1,06%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - operava em queda de 1,15%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

03 Dezembro 2001 | 15h13

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