Photo by Jung Yeon-je/AFP
Photo by Jung Yeon-je/AFP

finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Mercados de Ásia e Europa têm alta generalizada, em mais um dia de 'sobe e desce'

Bolsas de Valores do mundo inteiro sofrem fortes oscilações dia após dia por conta das incertezas em relação à pandemia do novo coronavírus, causador da covid-19

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de março de 2020 | 06h38
Atualizado 24 de março de 2020 | 09h39

Mantendo os efeitos de "sobe e desce" dos mercados financeiros ao redor do mundo, as Bolsas de Ásia fecharam em alta generalizada na manhã desta terça-feira, 24, em um momento de recuperação das gigantescas perdas já registradas neste ano em decorrência das incertezas em relação à pandemia do novo coronavírus, causador da covid-19. A Europa, que abriu negociações nesta manhã, segue o mesmo caminho, com ganhos expressivos, tentando repor o que tem sofrido recuo nas últimas semanas. 

No exterior, o apetite por ativos, que embala também fortes ganhos nas bolsas internacionais, vem após as quedas dos PMIs industriais da Alemanha Reino Unido menores que as previstas por analistas. 

Na Ásia, reagindo a medidas de estímulos de bancos centrais e de governos e na expectativa para a possível aprovação de um pacote fiscal trilionário no Congresso dos EUA, a maior alta registrada foi na Coreia do Sul, com o índice Kospi (8,60%), seguida de Japão, com 7,13%, e Hong Kong e Taiwan, com desempenhos semelhantes, 4,46% e 4,45%, respectivamente. Na China, a aceleração foi de 2,34%, e, na Oceania, a Austrália registrou avanço de 4,15%. 

Na Europa, os países ensaiam uma recuperação após registrarem fortes perdas nas negociações de segunda-feira, 23, mesmo após anúncios de estímulos nos Estados Unidos e na Alemanha. Nas próximas horas, investidores vão acompanhar índices de atividade (PMIs) da zona do euro e do Reino Unidoque deverão evidenciar o forte impacto econômico do coronavírus. Às 5h09, no horário de Brasília, a Bolsa de Londres subia 3,76%, a de Frankfurt avançava 5,97% e a de Paris se valorizava 4,15%. Em Milão, Madri e Lisboa, os ganhos eram de 4,77%, 3,89% e 4,20%, respectivamente. 

Esse efeito tem sido quase uma constante nas últimas semanas. Em um dia, perdas generalizadas, com quedas expressivas dos principais índices das Bolsas em todo o mundo. No outro, recuperação dessas perdas, às vezes de forma mais leve, e, dependendo do momento do país, altas mais expressivas. 

Um dos principais problemas neste cenário é que, mesmo se recuperando em alguns dias, pode haver mais de um dia seguido de perdas e, além disso, a recuperação dificilmente repõe tudo o que foi perdido nas negociações do dia anterior, o que vai aumentando mais e mais o "buraco" do mercado. O Brasil não é exceção neste cenário. Em determinados momentos, se comporta também de forma muito volátil, sem um sinal claro de queda ou alta, tendo variações para cima e para baixo muito relevantes.

Petróleo 

Os contratos futuros do petróleo operam em alta na madrugada desta terça-feira, mantendo o tom positivo da sessão anterior, em meio a expectativas de que o governo dos EUA consiga eventualmente aprovar no Senado americano um pacote de estímulos trilionário para amenizar os efeitos do coronavírus, após duas tentativas fracassadas, e um dia depois de o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) anunciar uma série de novas medidas, incluindo compras ilimitadas de ativos. Às 4h43 (de Brasília), o petróleo WTI para maio subia 4,79% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 24,48 o barril, enquanto o petróleo Brent para o mesmo mês avançava 3,29% na Intercontinental Exchange (ICE), a US$ 27,92 o barril. / SERGIO CALDAS E FELIPE SIQUEIRA 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.