Mercados devem seguir sem grandes oscilações

Os mercados devem trabalhar nesta sexta-feira sem grandes oscilações ao longo do dia, influenciados pelos resultados das contas externas brasileiras e por notícias vindas da Argentina e Estados Unidos. Mesmo a salvo de sobressaltos, no momento, o Brasil continua registrando saldo negativo em suas contas externas e a trajetória de alta do dólar segue firme."O saldo do fluxo internacional de recursos é de saída e a demanda das tesourarias está forte, por isso, a expectativa para as cotações do dólar é de alta, mas pode haver recuos ao longo do dia, momentâneos, se aparecer alguma operação de entrada, ou alguma notícia nova. Nesse vaivém, o dólar não deve sair muito do intervalo confortável que o mercado encontrou onde R$ 2,42 é o piso e R$ 2,43 é o teto", avalia o diretor de uma corretora.No mercado de juros, entre operadores, começa haver agora a discussão sobre se não está havendo um certo exagero nas apostas para o futuro da taxa básica de juros da economia - Selic. Que o Comitê de Política Monetária (Copom) deu uma sinalização de que a tendência do juro é de queda, ao cortar em 0,25 ponto a Selic, ninguém duvida. Mas agora o mercado questiona se não será preciso haver um resultado melhor do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para que o Copom esteja autorizado a seguir reduzindo a taxa. "Ainda não acredito que essa queda de juro será constante, até que haja um bom resultado de inflação ou uma melhora significativa no risco-país brasileiro", diz um profissional.Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deve abrir em baixa daqui a pouco. Operadores consideram que este recuo pode estar associado a uma realização de lucros, depois da alta vigorosa de ontem, e também a uma certa reação tardia à forte queda das bolsas registrada ontem em NY. Estes profissionais não descartam uma reação de alta ainda hoje. Isto vai depender, porém, de alguns fatores, sendo o fluxo de compras o mais importante. Ontem, a alta da bolsa, provocada pela queda surpreendente da Selic, foi alavancada por um volume forte de negócios, que atingiu R$ 870 milhões. Se o volume voltar a ser firme, as ações tendem a se valorizar. Além da euforia com o corte da Selic, a melhora do fluxo ontem também foi favorecida pelas arbitragens do mercado com as ações da Vale, na esteira da venda de papéis ordinário (ON, com direito a voto) do Tesouro e do BNDES.Veja os números do mercado financeiroHá pouco, o dólar comercial estava sendo cotado a R$ 2,4280 na ponta de venda dos negócios, em alta de 0,25% em relação aos últimos negócios de ontem. Os contratos de swap (troca) de títulos prefixados por pós-fixados com período de um ano pagam juros de 18,74% ao ano, frente a 18,82% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera com alta de 0,53%.Em Nova York, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - está em queda de 0,20%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - registra baixa de 0,45%. O índice Merval, da Bolsa de Valores de Buenos Aires, está em queda de 1,18%.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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