Mercados: dólar abre com forte alta

O mercado financeiro, principalmente o de câmbio, abre sob forte influência das medidas econômicas anunciadas pelo ministro da Economia da Argentina Domingo Cavallo. O dólar abriu com forte alta e há pouco estava cotado a R$ 2,4630 na ponta de venda dos negócios - alta de 2,11% em relação aos últimos negócios de sexta-feira. Na Argentina, os investidores só reagirão às medidas amanhã, pois hoje é feriado no país vizinho (veja mais informações no link abaixo).Uma das medidas determina que o exportador receberá 1,08 peso por dólar vendido, enquanto o importador vai pagar 8 centavos a mais por dólar comprado. Para o reaquecimento da economia, a medida não deve ser significativa, segundo os analistas, pois o setor exportador representa apenas 9% do PIB argentino, sendo que os principais produtos exportados são commodities e, por isso, dependem mais dos preços no mercado internacional do que da taxa de câmbio. A mudança poderá soar para os investidores como um sinal de que o fim da paridade entre a moeda argentina e dólar poderá chegar em breve. Esse é o grande temor de analistas e investidores, já que 90% da dívida pública e 70% da dívida privada na Argentina é corrigida pelo dólar. Ou seja, o fim da paridade provocaria um aumento da dívida em proporções exorbitantes.A sensação negativa por parte dos investidores pode ser percebida também nos papéis da dívida brasileira e argentina. Os C-Bonds - papéis brasileiros - são vendidos a 73,500 centavos por dólar, com queda de 2,00% em relação ao fechamento de sexta-feira. Os principais títulos da dívida argentina são vendidos a 83,000 centavos por dólar, em queda de 4,27% em relação à sexta-feira.A situação da Argentina é um dos motivos que poderá deixar as cotações do dólar em patamares elevados nos próximos dias. O problema de energia e a indefinição do processo eleitoral para presidente em 2002 reforçam essa tendência. O motivo é que os investidores, inseguros com os cenários possíveis, aumentam a demanda por dólar e pressionam as cotações.Por outro lado, não existem perspectivas de aumento na oferta, já que a balança comercial vem apresentando resultados deficitários e o fluxo de investimentos diretos deve cair. Ou seja, demanda forte e oferta fraca sinalizam que o dólar pode subir ainda mais.Copom reavalia Selic nesta semanaComeça a manhã a reunião mensal do Comitê de Política Monetária (Copom) que vai reavaliar a taxa básica de juros (Selic), que está em 16,75% ao ano. O resultado será anunciado na Quarta-feira, após o fechamento dos mercados. As apostas dos analistas dividem-se entre a manutenção dos juros ou uma elevação de 0,5 ponto porcentual.Hoje, no início do dia, os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 23,100% ao ano, frente a 21,800% ao ano sexta-feira. Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), os negócios começaram em baixa e, há pouco, o Ibovespa - índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bovespa - estava em queda de 2,95%.InvestimentosNão deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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