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Mercados: dólar começa o dia em alta

Com a semana praticamente terminada, em função do feriado de amanhã e da redução forte dos negócios na sexta-feira, os investidores começam o dia sem notícias que possam provocar uma reação positiva no mercado financeiro. Pelo contrário, para o mercado de câmbio, principalmente, a tendência é de que a instabilidade seja maior devido ao aumento da demanda por dólares como forma de proteção (hedge).A moeda norte-americana já abriu em alta e há pouco estava cotado a R$ 2,4090 na ponta de venda dos negócios - alta de 0,17% em relação aos últimos negócios de ontem. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 21,150% ao ano, frente a 20,860% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) está em alta de 0,94%O índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires está em alta de 0,26%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - opera com alta de 0,20%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - está em alta de 0,39%. Veja os motivos conjunturais para a alta do dólarA tendência de alta para o dólar é justificada por fatores conjunturais econômicos de curto e médio prazos. São eles: o problema de escassez de energia, a expectativa de redução nos investimentos diretos, o saldo deficitário da balança comercial, a dificuldade das empresas em captar recursos no mercado internacional para períodos mais longos e as incertezas em relação ao processo eleitoral para a Presidência da República são os principais motivos.O problema de energia no Brasil reduz as perspectivas de crescimento para o País. Os economistas de diversas instituições alteraram a perspectiva para o PIB brasileiro nesse ano e essa tendência deve provocar uma diminuição nos investimentos diretos para o País. A expectativa de muitos analistas é de que o volume de investimentos diretos seja de US$ 16 bilhões em 2001. No ano passado, os investimentos diretos somaram US$ 30 bilhões.O saldo da balança comercial deficitário - importações maiores que exportações - também provoca uma tendência de alta para a cotação da moeda norte-americana, devido à diminuição de dólares no mercado. No acumulado do ano - de janeiro a maio -, o saldo negativo é de US$ 547 milhões. Nesse mesmo período do ano passado, a balança comercial tinha um saldo positivo, com exportações maiores que importações, de US$ 528 milhões. Em relação ao cenário político no Brasil, as incertezas em relação ao processo eleitoral dificultam a capacidade das empresas em captar recursos no exterior em operações com vencimento após o período de eleições. Isso porque a crise de energia afetou a imagem do governo e há a possibilidade de que a oposição ganhe as eleições. Nesse caso, com o aumento das incertezas, as empresas não conseguem captar e nem negociar suas dívidas no exterior em prazos acima de dois anos.InvestimentosNão deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

13 de junho de 2001 | 11h01

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