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Mercados: dólar começa o dia em alta

O mercado financeiro no Brasil estará atento à abertura dos negócios na Argentina. Ontem foi feriado no país vizinho e a reação dos investidores às novas medidas econômicas só será percebida hoje (veja mais informações sobre o pacote argentino no link abaixo). O grande temor é que haja uma corrida aos bancos para a troca de pesos por dólares, sinalizando que também na Argentina os investidores acreditam que o fim da paridade peso/dólar está próximo. Como 90% da dívida do governo e 70% da dívida privada são cotadas em dólar, o fim da paridade levaria a um aumento muito forte das despesas e um risco para a saúde financeira do país. Para tentar acalmar os investidores, o ministro da Economia da Argentina, Domingo Cavallo, e o secretário de Finanças, Daniel Marx, explicarão as medidas aos investidores, banqueiros, empresários e economistas, logo mais às 11 horas, na sede do Banco de la Nación Argentina (BNA).Mas o cenário na Argentina é apenas mais um fator que pressiona para cima as cotações da moeda norte-americana. Também as perspectivas negativas em relação ao volume de investimento direto para o País - que no início do ano era de US$ 26 bilhões e caiu para US$ 18 bilhões -; um provável resultado deficitário na balança comercial; e o impacto negativo da crise de energia na economia do País reduzem a oferta de dólares no mercado interno. Já as incertezas fazem com que os investidores aumentem a demanda por dólares como forma de hedge (proteção). Caso a situação na Argentina piore, esta demanda pode aumentar, pressionando ainda mais as cotações da moeda norte-americana. Ontem, o dólar comercial bateu um novo recorde, de R$ 2,4750, e hoje abriu novamente em alta. Há pouco estava cotado a R$ 2,4650 na ponta de venda dos negócios - alta de 0,53% em relação aos últimos negócios de ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) está em alta de 0,75%. Copom: reunião começa hojeO Comitê de Política Monetária (Copom) começa sua reunião hoje para reavaliar a taxa básica de juros (Selic) que está em 16,75% ao ano. A alta da taxa é consenso entre os analistas, mas não há nenhuma certeza em quanto o Comitê poderá elevar os juros. Alguns economistas já afirmam que a taxa pode subir em até um ponto porcentual (veja mais informações no link abaixo). InvestimentosNão deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

19 de junho de 2001 | 10h12

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