Mercados: dólar começa o dia em alta

Atentos às incertezas que persistem no cenário - crise de energia no Brasil, instabilidade na Argentina e processo eleitoral em 2001 -, os investidores aguardam pelas novas medidas tributárias, que devem ser anunciadas hoje por volta das 13 horas, em Brasília. A expectativa é grande em relação a uma possível isenção da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) no mercado de capitais. Segundo analistas, esta possibilidade vem sendo adiada há muito tempo e os investidores não devem demonstrar uma reação positiva imediata. "Os negócios podem ser favorecidos, mas vai levar algum tempo. O que falta agora é uma definição melhor do cenário e uma retomada da confiança por parte dos investidores", afirma o diretor de renda variável da BankBoston Asset Management, Júlio Ziegelmann.Outra medida muito aguardada é o fim da tributação em cascata sobre as exportações. Caso esta medida seja, de fato, anunciada, a expectativa é de que a balança comercial seja favorecida, já que os produtos brasileiros ficariam mais baratos no comércio com o exterior. Mas, também neste caso, o efeito positivo sobre o mercado financeiro pode ser limitado, pois ainda não se sabe qual será a medida do desaquecimento econômico provocado pelo racionamento de energia. Dólar começa o dia em altaO dólar comercial começou o dia cotado a R$ 2,3130 na ponta de venda dos negócios, com alta de 0,57% em relação aos últimos negócios de ontem. Hoje vencem contratos de dólar futuro e, segundo analistas, muitas instituições apostavam na alta da moeda norte-americana quando fecharam estes contratos. É possível que o dólar comercial fique pressionado durante o dia, pois ele é a base para a liquidação dos contratos futuros. Há pouco, o dólar comercial era vendido a R$ 2,3150, com alta de 0,65% em relação aos últimos negócios de ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera com alta de 0,39%. No mercado de juros, os contratos de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 24,000% ao ano, frente a 23,400% ao ano ontem. Os analistas estão cada vez mais convencidos de que o Banco Central (BC) não deve usar o viés de baixa colocado na taxa básica de juros (Selic), que está em 18,25% ao ano. Isso porque o dólar precisa ficar em patamares mais baixos, por vários dias consecutivos, sem a intervenção do BC. O dólar em alta afeta os preços e pressiona os índices de inflação.A maior preocupação do governo é de que o teto para a inflação neste ano, de 6%, estabelecido pelo sistema de metas, não seja cumprido. Ontem, o BC divulgou a meta para 2003, de 3,25% e manteve a possibilidade de alta ou baixa de 2 pontos porcentuais em relação a este patamar. Mercados internacionaisO índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires está em queda de 1,05%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - registra queda de 0,14%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - opera com alta de 0,63%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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