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Mercados: dólar dispara em dia tenso

Mesmo depois do discurso - ameno no conteúdo - de renúncia de Antônio Carlos Magalhães ao seu mandato no Senado, o dólar continuou subindo, até chegar a um novo recorde histórico, R$ 2,3750. O dia foi marcado por muitas especulações e a pequena recuperação que se previa ficou restrita ao mercado de ações. As cotações do dólar e dos juros não retrocederam também em função das incertezas em relação à troca da dívida argentina e pelas informações relativas à ultima reunião mensal do Comitê de Política Monetária (Copom).Além dos boatos de que o Banco Central interviria vendendo títulos cambiais, circulou no mercado hoje a informação de que as recentes quedas de juros nos títulos da Argentina foram induzidas pelo governo por meio dos bancos oficiais. A notícia não foi bem recebida e somou-se à insegurança dos investidores quanto ao sucesso da operação de troca da dívida de curto prazo do país, que tem prazo final para entrega das ofertas marcado para amanhã e divulgação dos resultados finais na segunda-feira. Mesmo que tudo corra como deseja o governo, a tensão continuará, pois resta saber que preço o governo terá de pagar pelo alívio fiscal dos próximos anos, ou seja, a taxa de juros desses novos papéis. Além disso, o fator decisivo é que a economia volte a crescer e a Argentina consiga cumprir as ambiciosas metas fiscais acordadas com o Fundo Monetário Internacional (FMI).Ata não surpreendeu e juros devem ficar altosHoje foi divulgada a ata da última reunião mensal do Copom, realizada semana passada, quando a Selic - taxa básica referencial de juros da economia - passou de 16,25% para 16,75% ao ano. A ata ressaltou os diversos fatores de pressão inflacionária como razão para a alta, entre eles aumento dos preços do petróleo, de energia, transportes públicos e a alta do dólar muito acima do previsto. E a crise energética trouxe maiores incertezas à economia, que se reflete numa alta do juro além da compensação pela inflação maior. Ainda no tema crise energética, o Copom avalia que haverá uma redução abrupta da produção, que não terá correspondência imediata no emprego e na renda. Como efeitos da crise energética, deve haver maior desemprego e menos dinheiro no bolso do trabalhador, mas isso ocorrerá de maneira mais lenta. Assim, haverá um descompasso inicial, com falta de produtos nas prateleiras. Essa situação poderia gerar aumentos de preços ou ser compensada por mais importações. Mas a inflação e o preço do dólar já estão elevados demais, e a solução foi aumentar os juros para conter o crediário, e, com isso, o consumo. O Comitê espera que as conseqüências negativas da crise energética sejam revertidas no final do ano. Assim, concluem analistas, os juros devem se manter nos atuais patamares ou até subir, mas podem haver quedas a partir do final do ano. E os juros voltaram a subir no mercado.Fechamentos dos mercadosO dólar comercial para venda fechou em R$ 2,3750, novo recorde histórico, com alta de 1,37%. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 1,10%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 22,400% ao ano, frente a 22,140% ao ano ontem. O índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires fechou em alta de 2,64%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 0,36%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em alta de 1,25%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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