Mercados: dólar e juros em forte alta

No início da manhã o dólar comercial voltou a subir com força e há pouco estava cotado a R$ 2,1200 - alta de 1,05% em relação aos últimos negócios de ontem. O patamar está cada vez mais próximo da cotação máxima atingida desde o início do Plano Real, em 3 de março de 1999, quando chegou a R$ 2,2300, no auge da crise da desvalorização cambial. Em relação ao dólar oficial - uma média dos negócios realizados durante o dia - a proximidade é ainda maior, já que a cotação máxima, também em 3 de março, foi de R$ 2,1647.Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) os negócios começaram do lado positivo e, há pouco, registrava-se alta de 0,43%. No mercado de juros, os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 17,950% ao ano, frente a 17,500% ao ano ontem. As incertezas do cenário externo continuam deixando os investidores apreensivos, o que provoca um aumento da demanda por moeda norte-americana, principalmente por parte das empresas e bancos. O resultado disso é a forte desvalorização do real frente ao dólar. Os motivos para a alta continuam os mesmos: a situação econômica da Argentina e a incerteza em relação ao ritmo do desaquecimento da economia norte-americana. Na Argentina, a expectativa fica por conta da divulgação de um pacote de corte de gastos, possivelmente acima de US$ 2 bilhões. O ministro da economia, Ricardo López Murphy, deve encontrar dificuldades para aprovar as medidas, o que provoca uma instabilidade ainda maior nos mercados. Estados UnidosNos Estados Unidos foi divulgado há pouco o Índice de Preços ao Produtor, mostrando alta de 0,01%, número que já era esperado pelos analistas. O resultado não deve diminuir a pressão de alta sobre o câmbio no Brasil, mas pode diminuir, em parte, as oscilações nas bolsas de Nova York.

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