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Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Mercados: dólar e juros fecham com forte alta

Uma quarta-feira de forte nervosismo nos mercados, justificada, essencialmente, pelas incertezas em relação ao encaminhamento da sucessão presidencial. O fato é que, por não se saber qual será a política econômica a ser adotada pelo próximo governo, os investidores passam a ser mais cautelosos em relação aos títulos brasileiros.Nem as notícias positivas foram suficientes para amenizar o clima de nervosismo. Exemplo disso foram a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) abaixo do esperado pelos analistas, em 0,21%, as declarações favoráveis ao País por parte do Fundo Monetário Internacional (FMI) e, no final da tarde, a notícia de que o Senado aprovou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prevê a prorrogação da cobrança da CPMF até 2004.No encerramento dos negócios, o dólar comercial fechou em R$ 2,7950 na ponta de venda dos negócios, em alta de 3,06% em relação aos últimos negócios de ontem. As cotações oscilaram entre a máxima de R$ 2,7960 e a mínima de R$ 2,7200. Com o resultado de hoje, a moeda norte-americana acumula uma valorização de 11,09% em junho e de 20,68% em 2002. Já o dólar oficial, que é uma média ponderada das cotações calculada pelo Banco Central (BC), fechou em R$ 2,7486. Trata-se do patamar mais elevado desde o dia 19 de janeiro de 2001.No mercado de juros, as taxas subiram com força. Os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003 fecharam no patamar máximo do dia, com taxa de 24,000% ao ano, frente a 22,340% ao ano registrados ontem. Já os papéis com vencimento em julho de 2003 encerram o dia em 25,200% ao ano, também no patamar mais elevado. No caso dos títulos com vencimento em janeiro de 2003, o patamar alcançado também representa o limite máximo de oscilação estabelecido pela BM&F para negócios com esses papéis nessa quarta-feira. Ou seja, os juros subiram até o limite máximo a partir do qual não são realizadas operações. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou o dia em queda de 0,64%. Com o resultado de hoje, a Bovespa acumula uma queda de 5,67% no mês e de 10,64% no ano. O volume de negócios ficou um pouco acima de R$ 935 milhões, sendo que, desse total, R$ 196,4 milhões referem-se ao exercício de opções sobre o Ibovespa - índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bolsa. Entre as ações que compõem o Ibovespa, as maiores baixas foram apuradas pelas preferenciais (PN, sem direito a voto) da Telefônica (- 4,11%) e Embratel Participações PN (- 2,88%). A maior alta veio das ordinárias (ON, com direito a voto) da Light (8,76%).Mercados internacionaisNa Argentina, o dólar oficial em Buenos Aires fechou em 3,51 pesos (venda), baixa de 0,847%. O índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires fechou em queda de 3,38%.Em Nova York, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 1,05%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em alta de 1,47%.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

12 de junho de 2002 | 18h45

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