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Mercados: dólar mantém alta

Sem abandonar o clima de cautela, os investidores ensaiaram uma recuperação nos negócios no mercado financeiro durante a manhã. Há pouco, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) estava em alta de 0,98%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 21,710% ao ano, frente a 21,880% ao ano registrados ontem.O dólar comercial segue em alta, evidenciando a preocupação dos investidores em relação ao impacto da crise de energia na economia brasileira e às incertezas em relação aos próximos passos para a Argentina, no sentido de retomar o crescimento econômico e equilibrar as contas fiscais. No início da tarde, a moeda norte-americana estava cotada a R$ 2,3900 na ponta de venda dos negócios - alta de 0,34% em relação aos últimos negócios de ontem. O dólar chegou à cotação máxima de R$ 2,3930 durante a manhã, pouco abaixo do recorde R$ 2,3940, alcançado na sexta-feira. De acordo com apuração do repórter James Allen, o presidente do Banco Central (BC), Armínio Fraga, atribuiu a alta do dólar à crise na Argentina, ao problema político no Senado, à possibilidade de instauração da CPI da Corrupção e à questão energética. Segundo ele, isso levou à revisão para baixo das estimativas dos investimentos diretos para o País, pressionando a taxa de câmbio para cima. Ou seja, com menos dólares no mercado interno e aumento da demanda pela moeda norte-americana houve uma forte valorização do dólar. No ano, a desvalorização do real frente ao dólar oficial é de 20,84%. Segundo os analistas, a moeda norte-americana deve continuar em patamares elevados no curto e médio prazo, pois as incertezas dos investidores não têm uma solução rápida. Veja no link abaixo, o impacto da alta do dólar para os investimentos.

Agencia Estado,

05 de junho de 2001 | 15h03

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