Mercados: dólar recua e Bolsa sobe

Esta sexta-feira, espremida entre um feriado e o fim de semana, deve ser um dia de poucos negócios e possíveis oscilações. O dólar comercial abriu cotado a R$ 2,5450 e às 11h25 era vendido a R$ 2,5430, em queda de 0,08% em relação aos últimos negócios de quarta-feira. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera com alta de 0,70%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 20,610% ao ano, frente a 20,800% ao ano registrados na quarta-feira.A Argentina continua tentando encontrar uma saída para o seu desequilíbrio financeiro. Hoje o ministro da Economia do país, Domingo Cavallo, reúne-se com o secretário do Tesouro norte-americano, Paul O´Neill, a fim de conseguir apoio para a reestruturação da dívida e o adiantamento da parcela de US$ 1,26 bilhão que seria liberado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) no final de dezembro.Na quarta-feira, a União conseguiu fechar o acordo com os governadores das principais províncias de oposição - Buenos Aires, Córdoba e Santa Fé - para reduzir o repasse mensal de recursos e tentar chegar ao déficit zero. Outra medida neste sentido é operação de troca (swap) de títulos junto aos bancos e fundos de pensão que o governo argentino tenta iniciar na próxima segunda-feira. O governo vai trocar papéis com juros entre 11% e 15% ao ano por papéis que pagarão taxas anuais de 7%. A arrecadação será dada como garantia para a troca. O sucesso da operação depende da adesão dos investidores.Mas os analistas e o próprio FMI continuam muito céticos em relação à situação argentina. Ontem a taxa de risco do país voltou a subir e encerrou o dia em 2.679 pontos-base. Já o FMI informou que não enviará uma missão ao país vizinho até que receba mais explicações sobre a sua situação fiscal, o acordo com as províncias e a troca da dívida que será realizada. Ou seja, a liberação da parcela de recurso pretendida por Cavallo deverá continuar adiada.Muitos analistas afirmam que o principal problema da Argentina é a sua política cambial que estabelece a paridade entre o peso e o dólar. Esta paridade não é compatível com a produtividade argentina, ou seja, não tem custos suficientemente baixos para tornar a produção competitiva ao nível de câmbio atual.Nos Estados Unidos, será divulgado logo mais o índice de inflação ao consumidor. Espera-se um número negativo, ou seja, uma deflação. Com a queda dos preços, o recuo dos juros nominais tem impacto reduzido na economia, pois os juros reais não recuam com a mesma velocidade. Sem uma recuperação da economia norte-americana, toda a atividade econômica fica comprometida (veja mais informações no link abaixo).Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

16 de novembro de 2001 | 11h27

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