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Mercados: dólar sobe com força e Bolsa recua

Os boatos voltaram a influenciar os negócios no mercado financeiro nesta segunda-feira. Além do aumento das incertezas em relação aos fundamentos econômicos do País, o pessimismo entre os investidores ficou mais forte depois que surgiram rumores de crescimento da pré-candidatura de Luís Inácio Lula da Silva (PT) e de queda do presidenciável pelo PSDB José Serra nas intenções de voto. Os resultados das pesquisas serão conhecidos na quarta-feira. O Datafolha realizou as entrevistas hoje. Já o Vox Populi, que também divulgará seu resultado na quarta-feira, apurou as intenções de voto nos dias 9 e 10 de maio. O fato é que, até as eleições, o cenário político deverá continuar no centro das atenções dos investidores. Também é certo que os mercados poderão ser influenciados por rumores sobre as intenções de voto dos eleitores.A reação negativa dos investidores foi percebida nos mercados interno e externo. Aqui, o dólar comercial fechou cotado a R$ 2,5210 na ponta de venda dos negócios - em alta de 2,15% em relação aos últimos negócios de sexta-feira. Além dos boatos, as cotações do dólar foram pressionadas pela forte demanda por parte de empresas preocupadas com a continuidade do movimento de alta da moeda. O patamar de fechamento de hoje é o mais alto desde 29 de novembro, quando o dólar comercial encerrou o dia em R$ 2,5400. No pior momento desta segunda-feira, o dólar comercial chegou a ser vendido a R$ 2,5250. Com o resultado de hoje, a moeda norte-americana acumula uma valorização de 6,73% em relação ao real neste mês e, no acumulado do ano, a alta é de 8,85%. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou o dia em queda de 1,06%. O volume de negócios foi de R$ 315,540 milhões. Segundo a editora Aline Cury Zampieri, este é o menor giro financeiro na Bovespa desde 8 de abril, quando o volume foi de R$ 279,069 milhões. Entre as ações que compõem o Ibovespa - índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bolsa -, a maior queda foi verificada nas ações preferenciais (PN, sem direito a voto) da Petrobrás (- 6,69%).No mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) pagavam taxas de 19,350% ao ano. Na sexta-feira, estes títulos tinham taxas de 19,240% ao ano. No mercado internacional, os principais títulos da dívida brasileira (C-Bonds) caíram com força. Às 17h36 eram vendidos a 73,688 centavos por dólar. Na sexta-feira, encerraram o dia cotados a 75,250 centavos por dólar. A taxa de risco-país voltou a subir. Por volta de 16h, estava em 978 pontos-base. Este índice mede a confiança dos investidores em relação à capacidade do país em honrar seus compromissos externos. É calculado medindo-se a diferença entre os juros pagos pelo governo brasileiro em seus títulos de longo prazo em relação aos juros norte-americanos. Estados Unidos e ArgentinaEm Nova York, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou com alta de 1,71%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - encerrou o dia em alta de 3,23%. Na Argentina, segundo apurou a correspondente Marina Guimarães, o dólar negociado sob as normas do Banco Central fechou estável em 3,19 pesos (venda) e 3,09 pesos (compra). O dólar paralelo apresentou um leve aumento de 3,30 pesos para 3,35 pesos (venda) nas casas de câmbio que não operam por conta do BC argentino. Para a compra, a moeda fechou em 3,20 pesos. O índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires fechou em queda de 0,43%.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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