Mercados: dólar volta a recuar

Atento ao cenário externo, o mercado financeiro começa o dia com a divulgação de dois números de inflação: o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), e o Índice de Preços ao Consumidor amplo 15 (IPCA-15), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que fornece uma prévia do IPCA fechado do mês. No caso do IPC, o resultado ficou em 0,68% na terceira quadrissemana de janeiro. Já o IPCA-15 registrou alta de 0,62%. Ambos ficaram dentro da expectativa dos analistas.Se pelo lado da inflação, a notícia é positiva, a alta acumulada do dólar neste início de ano começa a preocupar os investidores, já que novamente pode ocorrer um repasse para os preços, pressionando para cima a inflação. Em janeiro, até ontem, o dólar oficial registra uma alta de 4,46%. Amanhã, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulga o Índice Geral dos Preços do Mercado (IGP-M). É o primeiro índice fechado de janeiro e a expectativa dos analistas, segundo apurou o repórter Francisco Carlos de Assis, é de um resultado entre0,10% e 0,45%.Para a balança comercial, a alta da moeda norte-americana tem um efeito positivo, pois encarece as importações e favorece a colocação dos produtos brasileiros no exterior. No início do ano, analistas projetavam um saldo de US$ 5 bilhões para a balança comercial em 2002. A confirmação deste resultado depende, além de uma taxa de câmbio mais favorável, de um reaquecimento da atividade econômica mundial, principalmente a dos Estados Unidos.Fed decide taxa de jurosOs últimos números da atividade econômica dos Estados Unidos não são claros neste sentido. Em entrevista à imprensa, o economista Celso Toledo afirma que a taxa de desemprego continua alta, mas este seria o único número desfavorável a respeito da economia norte-americana. Ele não concorda com a tese de que este número poderia gerar uma queda do índice de confiança do consumidor. Para ele, esta relação funciona de forma inversa. Ou seja, uma melhora no índice de confiança do consumidor contribuirá para uma queda na taxa de desemprego.Mas esta posição não é unânime entre os analistas. Em artigo publicado hoje pelo jornal O Estado de S. Paulo , o economista José Pastore tem uma percepção muito diferente da defendida por Celso Toledo. Segundo Pastore, os atentados terroristas de 11 de setembro mudaram radicalmente os hábitos e o humor dos norte-americanos. "Penso que uma reversão será demorada e condicionada a outras mudanças. Os americanos precisam voltar a sentir que estão bem guarnecidos - tanto na segurança individual como no emprego, na renda, nas instituições nacionais e no vigor da economia - ou aprender a viver com uma segurança diminuta num mundo povoado por mentes irracionais", defende Pastore em seu artigo (veja a íntegra do artigo no link abaixo).Os investidores continuam atentos aos próximos números da economia norte-americana. O Banco Central dos Estados Unidos (Fed) começa hoje sua reunião para reavaliação da taxa básica de juros do país, atualmente em 1,75% ao ano. O resultado será conhecido amanhã. Desde os atentados terroristas, a taxa de juros já foi reduzida três vezes, passando de 3,5% ao ano para o atual patamar.Argentina: novas medidas Na Argentina, segundo apurou a correspondente Marina Guimarães, o presidente Eduardo Duhalde confirmou que anunciará medidas do plano econômico no próximo sábado. A expectativa é de que seja anunciada a pesificação total da economia com os depósitos a 1,40 peso, a pesificação das dívidas 1 a 1 (um peso por um dólar) e o adiantamento do cronograma de devoluções dos depósitos congelados. Veja os números do mercado financeiroÀs 11h24, o dólar comercial está cotado a R$ 2,4230 na ponta de venda dos negócios, com queda de 0,08% em relação aos últimos negócios de ontem. Os contratos de swap (troca) de títulos prefixados por pós-fixados com período de um ano pagam juros de 20,17% ao ano, frente a 20,24% ao ano. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera com alta de 0,26%.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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