Mercados: dólar volta a subir

Os mercados esperam a divulgação amanhã nos Estados Unidos do CPI - Índice de Preços ao Consumidor - e da balança comercial do país. Na semana passada, foi divulgado o PPI - Índice de Preços ao Produtor -, que ficou muito acima das expectativas do mercado. Se o CPI apresentar resultado muito superior aos esperados 0,30%, pode-se interpretar que esteja havendo um repique inflacionário. A expectativa, então, é que o FED - banco central dos EUA - interrompa a queda nos juros. Com isso, as apostas dos investidores na continuação da queda serão frustradas e as bolsas em Nova York devem apresentar fortes quedas. Hoje, inclusive, foi o que aconteceu.Também no Brasil, prosseguem as preocupações a respeito da trajetória dos juros. Na quinta-feira, será divulgada a ata da última reunião mensal do Comitê de Política Monetária (Copom) justificando a manutenção da Selic. Considerando-se ainda as incertezas no mercado de petróleo, com ameaças de corte na produção, bombardeios no Iraque e instabilidade em Israel, o cenário tornou-se relativamente instável. Assim, muitas empresas passaram a buscar proteção a seus investimentos no dólar, pressionando as cotações da moeda.Hoje o dólar fechou em R$ 2,0110, com alta de 0,35%. Essa cotação é a mais alta desde 5 de março de 1999. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 0,93%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 16,270% ao ano, frente a 16,240% ao ano ontem. O Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 0,64% e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - em queda de 4,41%.

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