Mercados: dólar volta a subir

Depois do feriado de ontem, os negócios abriram do lado negativo no mercado financeiro nessa manhã. O dólar está cotado a R$ 2,2170 na ponta de venda dos negócios - alta de 0,82% em relação aos últimos negócios de ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em queda de 0,09%. Os investidores mantêm-se atentos ao impacto das medidas argentinas divulgadas no início da semana - alta de impostos e anúncio de corte de gastos. Eles também esperam pelo anúncio da troca da dívida argentina de curto prazo por títulos com vencimento mais longo, que deve ser acertada com os bancos em três ou quatro semanas. Diferente da reação demonstrada após o anúncio, investidores e analistas começam a desconfiar da eficiência das medidas. Além disso, acreditam que o prazo estimado pelo governo para o anúncio da troca dos papéis da dívida é muito longo e, até que a operação se concretize, a instabilidade pode voltar com mais força ao mercado. Hoje será divulgada a arrecadação fiscal na Argentina, referente ao mês de abril. A expectativa é de baixa - cerca de 6% em relação a abril de 2000 - no total arrecadado pelo governo, o que pode aumentar ainda mais o saldo deficitário das contas fiscais do governo argentino. O resultado pode gerar nervosismo entre os investidores. No início da manhã, os principais papéis da dívida argentina (FRBs) estão cotados a 0,8115 centavos por dólar - queda de 0,725% em relação ao fechamento de segunda-feira. Os papéis da dívida brasileira (C-Bonds) estão cotados a 0,750 centavos por dólar - baixa de 0,250% em relação aos últimos negócios de segunda-feira. Outra notícia argentina que deve atrair a atenção dos investidores hoje é a votação do projeto de lei que inclui o euro no regime de conversibilidade. A oposição está disposta a aprovar o mérito desde que o governo incorpore três artigos para proteger o valor dos salários, as aposentadorias e os créditos hipotecários.Atenção à questão políticaEstá marcada para amanhã, às 14h30, no Conselho de Ética do Senado, a acareação entre os senadores Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), José Roberto Arruda (sem partido-DF) e a ex-diretora do Prodasen, Regina Célia Borges. Analistas afirmam que, enquanto o desenrolar das investigações não atingir o Executivo federal, o mercado financeiro não reagirá de forma negativa, mas manterá o clima de cautela. Em relação à formação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista, a oposição deverá entregar, hoje, à Mesa da Câmara, o requerimento com as assinaturas de deputados pedindo a abertura da Comissão para investigar irregularidades públicas. Os oposicionistas acreditam que terão cerca de 30 assinaturas a mais que o mínimo necessário, de 171 adesões na Câmara.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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