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Mercados: economia dos EUA é o foco de atenções

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu ontem por um corte na taxa básica de juros - Selic - de 0,5 ponto porcentual. Com isso, a taxa caiu de 15,75% ao ano para 15,25% ao ano. O mercado financeiro não deve apresentar reações fortes à decisão, pois o resultado já era esperado pelos analistas. No início do dia, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em alta de 0,54%. O dólar comercial está cotado a R$ 1,9530 na ponta de venda dos negócios - queda de 0,20% em relação aos últimos negócios de ontem. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - começam o dia pagando juros de 16,000% ao ano, frente a 16,020% ao ano registrados ontem. Os analistas mantêm suas atenções voltadas para o ritmo do desaquecimento da economia norte-americana. Os resultados das empresas vêm sendo divulgados dentro das expectativas dos investidores e a inflação do país também saiu dentro do esperado. Esses pontos afastam, em parte, o temor de que a economia dos EUA esteja em ritmo de desaquecimento forte. Contrário a isso, a produção industrial norte-americana caiu 0,6% em dezembro, acima do esperado, de 0,5%. Já a produção de manufaturados teve um desempenho pior, queda de 1,1% - a maior baixa desde março de 1991, quando os Estados Unidos estavam em recessão. Diante de fatos positivos e negativos em relação ao ritmo do desaquecimento da economia norte-americana, os analistas acreditam que o banco central dos Estados Unidos (FED) vai promover mais um corte na taxa de juros, que está em 6,0% ao ano. O que ainda não se sabe é de quanto será essa redução. As apostas estão entre 0,25 ponto porcentual e 0,5 ponto porcentual (veja mais informações no link abaixo).Hoje os investidores estarão atentos à divulgação de balanços do quarto trimestre das empresas norte-americanas - Microsoft, Cartepillar, e-Bay, Nortel Networks, Sun Mycrosystems. Os principais balanços, porém, só devem sair à noite, após o fechamento das bolsas americanas, e o efeito só deverá ser sentido no mercado amanhã.

Agencia Estado,

18 de janeiro de 2001 | 11h08

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