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Luana Ozemela: Melhorar o acesso ao capital entre empresários negros é um imperativo econômico

Mercados em compasso de espera

Os mercados financeiros operaram ontem com pequena variação nas cotações, esperando definições. Primeiramente, em relação ao pacote liderado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para a Argentina. Técnicos do Fundo são esperados em Buenos Aires até o final da semana para o acerto final dos valores e condições do empréstimo. Já se fala em até US$ 20 bilhões se todas as condições forem atendidas. O governo já conseguiu negociar um congelamento dos gastos públicos com a maioria das províncias por cinco anos e o orçamento com os novos cortes anunciados deve ser enviado ao Congresso até a semana que vem. Mas ainda falta definir as regras para o fechamento da previdência social e a definição a respeito do repasse de verbas federais no caso de aumento da arrecadação de impostos. O leilão do Banespa também tem sido motivo de cautela. O aumento do risco de investir na América Latina foi apontado como responsável pela desistência da maioria dos grupos estrangeiros para a compra do Banespa. Além disso, a forte competição dos maiores grupos nacionais também assustou. Com isso, fica frustrada a expectativa de uma forte entrada de dólares. Mesmo assim, o ágio chega a ser estimado em até 150% do preço mínimo. Amanhã é o último dia para depósito de garantias para participar do leilão de privatização. Segundo o Banco Central, as instituições que entregaram a documentação na última segunda-feira foram: Bradesco, Itaú, Safra e Unibanco, e o espanhol Santander. A divulgação dos bancos habilitados a participar do leilão, ou seja, que depositarem as garantias amanhã, deverá ocorrer na próxima segunda-feira, dia 20. Mas ainda existe o tradicional risco de suspensão do leilão por conta da guerra de liminares na Justiça.Além desses fatores de apreensão, os mercados nos Estados Unidos agora passaram a reagir mal à indefinição sobre o vencedor da disputa presidencial. O clima de tensão é crescente entre os dois candidatos, e se eles recorrerem a todas as instâncias legais para reivindicar seus direitos, o impasse pode se prolongar por muito tempo. Além disso, o presidente eleito assumirá um Congresso dividido, muito enfraquecido pelas dificuldades da eleição, com cada vez menos tempo para uma transição. Essa soma de fatores pode prejudicar o desempenho do próximo governo. Como a economia norte-americana está em processo de desaceleração, afetando os resultados das empresas, não há muito o que sustente um crescimento das bolsas no momento.

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