Mercados em compasso de espera

As incertezas em relação à Argentina e ao ritmo do desaquecimento da economia norte-americana permanecem no cenário, mas os investidores priorizaram as notícias positivas ontem e os mercados encerraram o dia menos pessimistas (veja mais informações no link abaixo). Nesta quarta-feira, a expectativa é de que se mantenha esta tendência.Enquanto as atenções estão voltadas para fatos novos no país vizinho, os investidores aguardam pela divulgação dos indicadores revisados da produtividade norte-americana no segundo trimestre. A estimativa preliminar, divulgada no mês passado, era um crescimento de 2,5% na produtividade e uma elevação de 2,1% nos custos da mão-de-obra.Para o Brasil, a reaquecimento da economia norte-americana é um dos fatores que pode favorecer uma retomada dos negócios no mercado financeiro, principalmente na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Além disso, contribui para uma melhora das condições argentinas, já que favorece a retomada do crescimento econômico no país vizinho.Para os analistas, os números sobre o mercado de trabalho são os principais sinalizadores das condições econômicas nos Estados Unidos. Isso porque revelam as perspectivas em relação ao consumo no país - responsável por dois terços da economia norte-americana. O próximo dado sobre o mercado de trabalho norte-americano será divulgado na quinta-feira. ArgentinaOntem, o Banco Central da Argentina informou que as reservas internacionais do país somavam US$ 16,26 bilhões no dia 31 de agosto. No dia anterior, estavam em US$ 16,22 bilhões. Trata-se de uma boa notícia, já que sinaliza a percepção dos investidores em relação à situação do país. Também os principais títulos da dívida argentina (FRBs) terminaram o dia com valorização.Se há uma melhora da visão dos investidores estrangeiros em relação à Argentina, o mesmo não acontece com a população interna do País. Segundo apuração da Fundação Mercado, em agosto, o índice de confiança dos consumidores atingiu seu valor mínimo do ano, chegando a 14%. Trata-se de uma redução de três pontos percentuais em relação ao mês anterior. Segundo os analistas, outra grande incerteza é a capacidade do país de alcançar o déficit zero - principal exigência do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a liberação do pacote de recursos envolvendo US$ 8 bilhões. Além disso, é urgente a necessidade do país de retomar o crescimento econômico e, frente à desaceleração econômica norte-americana, esta possibilidade é ainda mais difícil.Paralisação na BovespaAmanhã os operadores da Bolsa paralisarão suas atividades das 12 às 13h. O protesto dos profissionais é contra o esvaziamento do mercado de capitais brasileiro e contra a comemoração do "Brazil Day" na Bolsa de Valores de Nova York.Em entrevista à repórter Silvia Fregoni, o presidente da Bolsa, Raymundo Magliano Filho, confirmou que não irá ao evento e citou números que comprovam a redução dos negócios na Bovespa: o mercado paulista movimentava cerca de R$ 1,2 bilhão por dia em 1997 e hoje está próximo de R$ 350 milhões; havia mil operadores em 1997 e atualmente são cerca de 350; as corretoras empregavam 45 mil pessoas naquele ano e agora este número não chega a 14 mil. InvestimentosNão deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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