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Mercados em compasso de espera

Os mercados continuam guiados pela expectativa em relação à operação de swap (troca) de títulos cambiais com vencimento em 2 de dezembro por papéis mais longos. O Banco Central (BC) vai tentar mais uma vez rolar essa dívida, já que ontem não conseguiu devido às elevadas taxas de juros exigidas pelos investidores nessas operações. Os analistas também continuam atentos ao comportamento da inflação. Hoje, pela manhã, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgou o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) referente à terceira quadrissemana de novembro, em 2,40%, no teto das expectativas do mercado. Com esse resultado, a Fipe elevou a previsão de inflação para novembro de 1,8% para 2,5% e, para o ano, de 7,5% para 8,5%. Segundo o coordenador-adjunto do IPC-Fipe, Juarez Rizzieri, essa previsão não leva em consideração o reajuste de 36% das tarifas de ônibus em São Paulo, que o setor vem reivindicando. Segundo Rizzieri, se o aumento for concedido, o IPC-Fipe poderá atingir 10% em 2002. Amanhã, sai o resultado do índice Geral dos Preços de Mercado (IGP-M), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), um indicador que, por ser influenciado diretamente pelo dólar, tem ficado sempre acima das expectativas.Ata do Copom demonstra preocupação com inflaçãoHá pouco foi divulgada a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em que foi decidida a elevação da Selic, a taxa básica de juros da economia, de 21% para 22% ao ano. O documento informou que a preocupação com o movimento de repasses de preço foi a justificativa para o aumento da Selic. Segundo o Comitê, a inflação supera a meta de 2003 com juro em 21% ao ano e dólar cotado a R$ 3,55. A questão é que a previsão para inflação no próximo ano continua muito acima da meta. Na última pesquisa do Banco Central, a previsão média estava em 9,96%. E o dólar segue acima de R$ 3,55 também. Veja os números do mercadoÀs 14h10, o dólar comercial estava cotado a R$ 3,5970 na ponta de venda dos negócios, em baixa de 0,36% em relação aos últimos negócios de ontem. Durante a manhã, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 3,6090 e a mínima de R$ 3,5830. No mercado de juros, as taxas permaneceram praticamente estáveis durante a manhã. Os contratos de DI futuro com vencimento em abril de 2003, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pagavam taxas de 25,450% ao ano, frente a 25,430% ao ano ontem.A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em alta. O Ibovespa - índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bovespa - registra alta de 0,80%. O volume de negócios é baixo. Durante a manhã chegou a R$ 169,149 milhões. A maior alta é apurada pelas ações preferenciais (PN, sem direito a voto) da Net (11,43%) e a maior queda é verificada por Braskem PNA (-4,53%).No mercado internacional, o índice Dow Jones - que mede a valorização das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - está em alta de 2,33% e a Nasdaq - bolsa que negocia papéis do setor de tecnologia e Internet - está em alta de 2,62%. O índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires está em baixa de 0,64%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

27 de novembro de 2002 | 14h24

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