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Mercados em compasso de espera com crise política

A semana no mercado financeiro termina sem nenhuma certeza sobre os rumos da crise política entre o PSDB e o PFL. O que se sabe é que o partido da governadora do Maranhão Roseana Sarney - pivô desta crise -, ao romper a aliança com o PSDB, deixando o governo após 8 anos no poder, apostou todas as suas fichas nesta estratégia. Muitos analistas acreditam que o PFL não tinha outra opção, diante da ameaça da candidata, que vinculou a continuidade da sua candidatura à saída do seu partido da base de apoio do governo. Somente as pesquisas com intenção de voto poderão indicar quais serão de fato as conseqüências da decisão tomada pelo PFL.Os políticos do PFL que fazem parte do primeiro escalão do governo já entregaram seus cargos. São eles: o ministro das Minas e Energia, José Jorge; o ministro da Previdência e Assistência Social, Roberto Brant; e o ministro dos Esportes e Turismo, Carlos Melles. Agora o mercado aguarda o posicionamento do PFL em votações na Câmara e no Senado. O primeiro teste acontece na próxima semana, quando será votada, em segundo turno, a emenda que prorroga a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até dezembro de 2004 e isenta as operações da Bolsa deste custo. Ontem, o líder do governo na Câmara, Arnaldo Madeira (PSDB-SP), admitiu que a renovação da CPMF não deverá sair até o dia 18, data-limite para que o governo não perca nenhum dia de arrecadação. Segundo apuração da repórter Eugênia Lopes, Madeira acredita que a Câmara deve votar a emenda, em segundo turno, até o dia 13 e que seria muito difícil concluir a votação no Senado em apenas 5 dias. O atraso na votação poderá provocar um prejuízo para o governo em torno de R$ 800 milhões.O fato é que o cenário político ganhará peso cada vez maior a partir de agora no humor dos investidores. As primeiras pesquisas de intenção de voto serão determinantes neste sentido. Um eventual fortalecimento das candidaturas de oposição pode gerar instabilidade nos mercados, dado que o investidor interpreta este cenário como um aumento das incertezas em relação ao plano econômico do próximo governo. Veja mais informações sobre a crise política no Brasil nos links abaixo.Estados Unidos e ArgentinaOntem o presidente do Banco Central dos Estados Unidos (Fed), Alan Greenspan, mostrou-se bem mais otimista em seu discurso no Senado norte-americano. Ele acredita que o período recessivo "parece estar concluído", mas não prevê um reaquecimento rápido da economia do país. De qualquer forma, as notícias são positivas para o mercado financeiro.Hoje, o departamento do Trabalho divulga os dados do desemprego no mês de fevereiro. Pesquisa realizada pela Dow Jones mostra que a previsão dos economistas é de um crescimento de 5,7%. A previsão para o número de postos de trabalho criados é de variação zero em relação a janeiro, segundo apurou o repórter Renato Martins.Na Argentina, a crise continua e o país ainda não conseguiu a liberação de novos recursos por parte do Fundo Monetário Internacional (FMI). A acordo entre o governo central e as províncias, reduzindo o repasse de recursos, e a aprovação do orçamento nacional de 2002 não foram medidas suficiente para convencer o Fundo. Analistas acreditam que, sem esta ajuda financeira internacional, o cenário será dramático para o país. Veja a reportagem do correspondente Ariel Palacios no link abaixo.Não deixe de ver também no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

08 de março de 2002 | 07h52

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