Mercados emergentes enfrentam nova crise

A preocupação de que o PIB dos Estados Unidos no 1º trimestre venha acima do esperado nesta quinta-feira, a proximidade da reunião de maio do Federal Reserve (o Banco Central dos EUA), na terça-feira que vem, e problemas geopolíticos justificaram o reforço da migração de recursos dos títulos de países emergentes para os dos Tesouro norte-americano (Treasury). A movimentação provocou a correção das taxas dos Treasury e a deterioração dos preços dos títulos dos emergentes, com forte aumento do risco desses países.A previsão média de 20 economistas entrevistados pela Dow Jones/CNBC é de uma taxa anual de expansão do PIB de 5%, de uma taxa de crescimento de 4,1% registrada no quarto trimestre de 2003. Entre os emergentes, os papéis da dívida da Rússia e da Turquia, que caíram forte ontem, continuaram recuando. A taxa de juro overnight da Rússia disparou nesta quarta-feira para 30% a 40%, ante fechamento anterior entre 5% a 6%. Segundo o especialista, a aceleração do juro russo sinaliza escassez de liquidez nocurto prazo, provocada provavelmente por maciça venda de ativos em conseqüência da percepção de aumento no risco. A iminência de a companhia petrolífera Yukos estabelecer default sobre uma dívida de US$ 1 bilhão teria originado a inquietação no mercado na segunda-feira. E justificado a decisão da agência de risco Standard & Poor´s de rebaixar o rating da empresa para CCC (de BB-), próximo do patamar de default.Entre os papéis do Brasil, o C-Bond encerrou em queda de 1,89%, a 91,00 centavos de dólar. A mínima foi de 92,25 centavos de dólar e a máxima de 90,75 centavos de dólar. O Global 40 despencou 3,92%, para 92,00 centavos de dólar. O papel oscilou entre a mínima de 91,65 centavos de dólar e a máxima de 95,00 centavos de dólar. Às 17h35, o risco Brasil subia 36 pontos, para 667pontos base. A Bolsa paulista despencou 3,95%.

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