Woo He|EFE
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Mercados emergentes perderam US$ 735 bi em 2015

Segundo o Instituto Internacional de Finanças, a China responde pela maior parte da fuga de capital

O Estado de S. Paulo

20 de janeiro de 2016 | 14h32

Os investidores fugiram dos mercados emergentes em um ritmo recorde no ano passado, à medida que a deterioração das perspectivas de crescimento e o aumento das preocupações com dívida provocaram um êxodo no valor de US$ 735 bilhões, segundo cálculos do Instituto Internacional de Finanças (IIF). O montante é bem maior do que o calculado anteriormente pela instituição.

O IIF, que representa mais de 500 dos maiores bancos privados, seguradoras, fundos de hedge e outras empresas do mundo, disse que a China responde pela maior parte da fuga de capital. No entanto, a instituição alertou que Brasil, África do Sul e Turquia estão entre as mais vulneráveis das nações em desenvolvimento, tendo em vista seus déficits comerciais, a alta dívida em dólar e a fraqueza de suas economias.

Para 2016, a previsão do IIF é de saída de US$ 448 bilhões em capital dos mercados emergentes.

Os investidores estão cada vez mais preocupados com a possibilidade de autoridades na China não conseguirem fazer uma transição suave da economia de um modelo movido por crédito para um mais dependente do consumo. O ônus da dívida do país, o excesso de capacidade manufatureira, dados questionáveis e uma série de erros políticos estão fomentando receios de que a desaceleração da segunda maior economia do mundo se torne um mergulho abrupto.

Embora a China seja o epicentro da queda global do comércio, dos preços das commodities e das perspectivas de crescimento, ela não está só: um conjunto de outros mercados emergentes também está sofrendo enquanto os investidores retiram capital de bônus, ações e moedas desses países.

A piora nas perspectivas de crescimento para economias em desenvolvimento surge após anos de dependência de dívida barata para se expandirem. Agora esses países estão sendo pressionados pelo aumento dos custos dos empréstimos, pela redução das exportações e pelo declínio nos preços das commodities.

(Informações da Dow Jones Newswires)

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